2.10.21

Ligeiramente Grávida

Ela o conheceu, foi namoro de olho. Os olhos dela reivindicavam  ele, porém ele tinha outra.
Todavia, os olhares quando se cruzavam não respeitavam convenções. Eram olhares libidinosos envolto ao pecado.

Não deu outra, ela tornou-se amante daquele senhor. A idade madura sempre lhe instigou o desejo.

A figura paterna lhe faltou na infância. Daí o desvio por homens mais velhos,  já passará dos vinte, não era boa coisa ficar solteira, entretanto era ele quem ela tanto queria e quis.

Tornou-se amiga da galhofa, era o modo mais conveniente de estar sempre com ele.

A mãe e o pai arranjaram lhe um pretendente. Moço novo. Moça nova não pode passar dos vinte, sem casar, era de lei na cidadezinha.

Sem outra opção aceitou. O noivo agora era pacato e acreditava na santidade da moça.

No entanto, era ele o que deixava na lascívia do pecado.  O senhor homem casado. O circo estava formado.

A melhor amiga, a galhofa.
O noivo, o pacato.
O pai e a mãe, não sabem de nada para eles a filha era inocente.

Ele e ela num fim de tarde qualquer, rolando na cama, afinal, bom de cama os dois eram.
Após terminar o sexo, ele como de costume nú, peito cheio de pelos, ascende um cigarro e fica a contemplar o teto daquele hotel barato.

Ela morde os lábios, precisava lhe contar.
Ele puxa ela para o seu peito e disse de modo mentiroso um: Eu te amo. Na verdade estava com desejo de um segundo round.

Ela chora.

Ele pergunta o que foi.
Ela diz:

— Fiz o teste, pensei que era alarme falso mas não foi. Estou grávida.


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