BLOG DO WALDRYANO

Religiosidade • Escrita Criativa • Opinião

```
Mostrando postagens com marcador Netflix. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Netflix. Mostrar todas as postagens

O túmulo de vaga-lumes 1988

A Beleza Cruel do Cotidiano em "Túmulo dos Vagalumes"

​Se existe um filme capaz de desarmar qualquer espectador, esse filme é Túmulo dos Vagalumes (Hotaru no Haka), do mestre Isao Takahata. Produzido pelo Studio Ghibli, a obra frequentemente é confundida com uma "animação infantil" por quem não conhece a história, mas logo nos primeiros minutos, o tom de tragédia se estabelece.

​O que torna esse filme tão devastador não é apenas a morte, mas a forma como ele retrata a sobrevivência minuciosa. Enquanto outros filmes de guerra focam em generais e heróis, Takahata foca na logística da fome e na dignidade que se esvai.

​O Peso do Dia a Dia: Comer, Beber e Sobreviver

​A genialidade do Ghibli aqui está em mostrar que a guerra não é feita apenas de explosões, mas de espera e privação. O cotidiano de Seita e da pequena Setsuko é uma luta contra o relógio biológico.

  • ​A busca pelo alimento: No filme, o ato de comer deixa de ser um prazer e se torna uma contagem regressiva. Vemos o cuidado com que Seita guarda as famosas balas de fruta (Sakuma Drops) e como ele mistura água na lata vazia para que Setsuko possa sentir o último vestígio de açúcar.
  • ​As necessidades básicas: O roteiro não ignora o corpo humano. A falta de higiene, a dificuldade de encontrar um lugar para as necessidades básicas e o surgimento de doenças de pele são mostrados com um realismo desconcertante. Ir ao banheiro ou lavar uma roupa vira uma tarefa hercúlea quando o mundo ao redor está em cinzas.
  • ​A infância interrompida: Ver Setsuko tentando brincar ou dormir em meio ao calor úmido e à falta de água nos lembra que, na guerra, o cotidiano é a primeira coisa a ser destruída.

​O Horror que Cai do Céu: Chuva de Fogo

​Ao final da história, somos lembrados da causa de toda essa miséria: os bombardeios estratégicos sobre as cidades japonesas. Diferente das bombas convencionais, os ataques realizados pelos B-29 americanos utilizavam bombas incendiárias de fragmentação.

​Esses artefatos funcionavam de forma semelhante a "coquetéis molotov aéreos". Eram bastões preenchidos com napalm ou gel de gasolina que, ao atingirem as casas de madeira e papel típicas do Japão na época, espalhavam um fogo que não podia ser apagado com água comum.

​O céu ficava tingido de um laranja doentio enquanto milhares de pequenos recipientes caíam como "vagalumes de fogo", mas em vez de luz, traziam uma destruição lenta e agonizante. Cidades inteiras eram transformadas em fornos, forçando civis como Seita e Setsuko a fugirem com o pouco que tinham nas costas, deixando para trás não apenas suas casas, mas qualquer rastro de humanidade que o mundo ainda lhes oferecia.

​Túmulo dos Vagalumes não é apenas um filme para chorar; é um documento sobre como a guerra corrói o cotidiano até que não reste nada além de memórias e silêncio.

​

A GRANDE INUNDAÇÃO — UMA EXPERIÊNCIA DE FICÇÃO CIENTÍFICA SINGULAR

A GRANDE INUNDAÇÃO — UMA EXPERIÊNCIA DE FICÇÃO CIENTÍFICA SINGULAR
Por Waldryano, com auxílio do ChatGPT
Lançado pela Netflix em dezembro de 2025, o filme sul-coreano A Grande Inundação apresenta uma proposta que vai além do simples cinema de desastre. À primeira vista, a obra parece seguir a estrutura tradicional de um apocalipse climático, com cidades submersas e personagens lutando pela sobrevivência. No entanto, à medida que a narrativa avança, o filme revela um caminho muito mais introspectivo e simbólico, apostando em um enredo incomum e deliberadamente provocativo.
A história acompanha An-na, uma pesquisadora que se vê presa em uma situação extrema após uma inundação global. O que inicialmente se apresenta como uma corrida contra o tempo transforma-se em uma reflexão sobre memória, perda e humanidade. O longa brinca com a percepção do espectador, questionando constantemente o que é real e o que é reconstrução, criando uma atmosfera que pode soar confusa para alguns, mas que define sua identidade narrativa.
A Grande Inundação é um filme de enredo peculiar. Ele não se preocupa em explicar tudo de forma clara ou linear, preferindo sugerir mais do que afirmar. Essa escolha faz com que o público se divida: há quem veja profundidade e ousadia, e há quem sinta frustração diante da falta de respostas diretas. Ainda assim, é justamente essa quebra de expectativa que o diferencia de produções mais convencionais do gênero.
Na data de hoje, 21 de dezembro de 2025, o filme figura como o título mais assistido da Netflix Brasil, demonstrando que, mesmo sendo uma obra que provoca estranhamento, conseguiu despertar grande curiosidade e engajamento do público. O sucesso de audiência mostra que histórias fora do padrão ainda encontram espaço e interesse em meio ao catálogo cada vez mais amplo do streaming.
Ao analisar sua proposta, é inevitável relacionar A Grande Inundação a outros filmes que inovaram ao trabalhar com estruturas narrativas não tradicionais. Obras como Memento, de Christopher Nolan, Donnie Darko e Solaris também desafiaram o espectador ao explorar memória, tempo, realidade alternativa e dilemas existenciais. Esses filmes não se tornaram referência por serem fáceis, mas por ousarem contar histórias de forma diferente.
Assim como esses clássicos modernos, A Grande Inundação aposta mais na experiência sensorial e reflexiva do que na ação pura. Pode não agradar a todos, mas cumpre um papel importante ao mostrar que o cinema de ficção científica ainda pode inovar, provocar debates e sair do óbvio. É um filme que não se encerra nos créditos finais, mas continua sendo discutido e reinterpretado — e talvez esse seja seu maior mérito.

Better than us

Estou acompanhando
A nova série do Netflix

Do modo que eu gosto
Bem Geek de ser

Nela, em um futuro distópico
Há muitos robôs
E estes, estão "dominando o mundo"

Uma boa série Russa
Que está me fazendo pensar

Todavia uma boa série
Tem um papel fantástico

Entreter
E tirar o foco da "vida real por instantes"

A vida real as vezes se torna 
Um grande fardo a ser carregado

Aí recorremos a arte
E na arte precisamos procurar um local seguro

E neste local, há sempre a escolha de escolher
O que é conveniente
Absorvemos
Utilizamos
Se unimos
E viajamos

Como é bom um encontro assim!
E quando não convém
Não passa dos 10 minutos

Troca-se a 'série' para uma mais conveniente.