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Minha experiência com a Amazon KDP: entre a empolgação, as frustrações e a perseverança


Quando publiquei meu primeiro eBook na Amazon KDP, imaginei que o mais difícil seria escrever. Descobri rapidamente que a escrita é apenas o início de uma longa jornada.

Como muitos escritores amadores, eu alimentava aquela expectativa silenciosa de que, uma vez publicado o livro, ele encontraria seus leitores quase naturalmente. Afinal, a Amazon é uma das maiores livrarias do mundo. Parecia lógico imaginar que bastaria colocar o livro à venda e esperar pelas primeiras avaliações, pelas primeiras vendas e, quem sabe, por uma renda recorrente.

A realidade, entretanto, mostrou-se muito mais complexa.

A plataforma da KDP é excelente para democratizar a publicação. Nunca foi tão fácil transformar um manuscrito em um livro disponível para milhões de pessoas. Em poucos dias qualquer autor pode publicar sua obra sem depender de editoras tradicionais, contratos ou tiragens impressas. Essa liberdade editorial talvez seja a maior revolução da nossa época.

Mas liberdade também significa responsabilidade.

Logo percebi que publicar é apenas uma pequena parte do processo. O verdadeiro desafio começa depois que o botão "Publicar" é pressionado.

Passei a estudar capas, palavras-chave, categorias, descrições, preços, campanhas promocionais, algoritmos, o funcionamento do Kindle Unlimited e até o comportamento dos rankings da Amazon. Descobri que um livro não vende apenas porque é bom; ele precisa ser encontrado.

Comecei então a produzir em ritmo constante. Em poucas semanas meu catálogo deixou de ter apenas um livro para reunir diversos títulos. Escrevi sobre psicologia, estudos bíblicos, vida cristã e temas introdutórios destinados ao grande público. Meu objetivo nunca foi competir com obras acadêmicas, mas produzir textos acessíveis que despertassem o interesse pela leitura e pelo conhecimento.

Foi aí que vivi minha primeira grande surpresa.

As vendas começaram a aparecer.

Não eram números capazes de mudar minha vida financeira, mas eram suficientes para mostrar que havia leitores chegando até meus livros. Cada notificação de venda parecia uma pequena conquista. Era impossível não abrir o painel da KDP várias vezes ao dia para acompanhar o desempenho.

Quem publica pela primeira vez provavelmente conhece essa sensação.

O problema é que a alegria inicial costuma ser seguida por outra experiência igualmente marcante: a instabilidade.

Houve dias em que vendi vários exemplares.

Depois vieram dias sem venda alguma.

Em seguida uma nova sequência positiva.

Depois outra queda.

No início isso gera ansiedade. O autor tenta encontrar explicações para tudo. Será que a capa ficou ruim? Será que o preço está alto? Será que a Amazon deixou de recomendar meu livro? Será que publiquei livros demais? Será que publiquei de menos?

A verdade é que o mercado digital possui oscilações naturais que nem sempre conseguimos compreender.

Também experimentei estratégias diferentes.

Cadastrei alguns livros no KDP Select para participar do Kindle Unlimited e das promoções gratuitas. Fiz alterações de preços. Reescrevi descrições. Atualizei capas. Corrigi erros encontrados após a publicação. Aprendi que um livro publicado não precisa ser considerado uma obra definitiva. Ele pode amadurecer junto com o autor.

Outro aprendizado importante foi compreender que quantidade e qualidade não precisam ser inimigas.

Muitas pessoas criticam quem publica vários livros em sequência. Existe, de fato, o risco de produzir material superficial apenas para aumentar o catálogo. Por outro lado, também existe o extremo oposto: escritores que passam anos esperando o momento perfeito para publicar uma única obra.

Percebi que o equilíbrio talvez seja o melhor caminho.

Cada novo livro amplia a possibilidade de um leitor conhecer os demais títulos. Aos poucos, um catálogo começa a trabalhar em favor do próprio autor.

Nem tudo, porém, são flores.

Também enfrentei problemas de formatação, dificuldades na criação de capas, dúvidas sobre dimensões para livros impressos, ajustes em arquivos PDF, escolha de categorias, tradução para outros idiomas e decisões sobre preços. São obstáculos que raramente aparecem quando imaginamos a vida de um escritor.

Curiosamente, boa parte do meu tempo passou a ser dedicada não à escrita, mas ao aprendizado dessas questões técnicas.

Hoje também observo um fenômeno interessante.

As vendas não dependem apenas do livro. Dependem da constância do autor.

Sempre que publico novos títulos ou realizo alguma movimentação no catálogo, percebo que meus livros tendem a ganhar mais visibilidade. Quando fico um período sem atualizar nada, parece que o desempenho diminui. Não sei afirmar até que ponto isso faz parte do algoritmo da plataforma ou simplesmente do comportamento do mercado, mas essa tem sido minha experiência pessoal.

Talvez o maior ensinamento da KDP seja justamente este: escrever um livro não é concluir um projeto; é iniciar outro.

O escritor independente torna-se também diagramador, editor, capista, revisor, divulgador, analista de mercado e, muitas vezes, seu próprio departamento de marketing.

Apesar das dificuldades, continuo acreditando que vale a pena.

Receber a notificação de que alguém, em algum lugar do Brasil ou até mesmo em outro país, decidiu investir alguns reais para ler algo que escrevemos continua sendo uma experiência difícil de descrever.

Não importa se foi uma venda ou cem.

Alguém escolheu dedicar horas da própria vida às nossas palavras.

Para um escritor, isso já representa uma enorme recompensa.

Ainda estou longe de considerar minha trajetória um grande sucesso editorial. Continuo aprendendo, experimentando e cometendo erros. Mas talvez essa seja justamente a beleza da publicação independente: ela permite que o autor cresça livro após livro.

Se eu pudesse dar um único conselho a quem está pensando em publicar na Amazon KDP, seria este: não espere resultados imediatos.

Escreva com dedicação.

Publique com cuidado.

Aprenda continuamente.

E, acima de tudo, não desista depois das primeiras dificuldades.

Na literatura, assim como na própria vida, a perseverança costuma escrever os capítulos mais interessantes.

https://www.amazon.com.br/stores/author/B08R71NK4P


De Telêmaco a Curitiba: Nossos Dias em Família na Capital

🌲 De Telêmaco a Curitiba: Nossos Dias em Família na Capital

Recentemente, vivemos dias muito especiais em Curitiba. Estávamos em quatro: eu, minha esposa Thiphany, minha filha Thauany e minha sobrinha Rebeca. Saímos de Telêmaco Borba no ônibus das 06:30 e, por volta das 12:00, já estávamos na capital paranaense.

Confira como ficou nosso roteiro atualizado:

🌸 Dia 1: Chegada e Primeiros Cartões-Postais

Após o desembarque, fomos almoçar na casa da minha irmã, Isabella. O dia estava tipicamente curitibano (um pouco chuvoso), mas isso não nos impediu de passear:

  • Tarde: Visitamos o icônico Jardim Botânico, o cartão-postal número um da cidade.

  • Noite: Fomos conhecer a Praça do Japão, que tem uma iluminação e uma paz únicas durante a noite.

⛪ Dia 2 (Domingo): Fé e Comunhão no Batel

O domingo foi reservado para um momento muito especial na PIB (Primeira Igreja Batista), localizada no bairro Batel. Participamos do culto das 11h às 14h, um tempo precioso de renovação espiritual em família.

🚌 Dia 3 (Segunda): O Famoso Tour de Ônibus

Na segunda-feira, decidimos ser turistas de carteirinha e pegamos a Linha Turismo. O trajeto completo tem 26 paradas, e nós selecionamos pontos incríveis para descer:

  • Rua 24 Horas: Arquitetura clássica e funcional.

  • Bosque Alemão: Um passeio lúdico e muito bonito.

  • Parque Tanguá: Com sua vista espetacular da pedreira.

  • Parque Barigui: O "quintal" dos curitibanos.

Finalizamos o dia batendo perna pelo Centro de Curitiba entre 16h e 19h. Para fechar a experiência com chave de ouro, voltamos para casa de biarticulado, vivenciando o dia a dia do transporte público da capital.

🏠 Dia 4: A Despedida

Chegou a hora de voltar para casa. Pegamos o ônibus das 09:00 em Curitiba e, às 14:00, chegamos em Telêmaco Borba, gratos por cada momento vivido.


Reflexão da Viagem: Viajar em família fortalece os laços. Curitiba, com seus parques e sua fé, nos proporcionou memórias que guardaremos com muito carinho.


Um encontro estranho

 Os sábados em Telêmaco Borba costumam seguir uma liturgia de paz. Eu e minha esposa saímos cedo para enfrentar o asfalto, tentando convencer os músculos de que o fim de semana não é só descanso. Já encontramos de tudo: desde o gato Félix, um herdeiro das ruas, até um aposentado caprichoso que tratava as pedrinhas da fachada como joias lapidadas. Mas nada nos preparou para o "fator Ian".

Eram sete da manhã. O sol ainda bocejava quando paramos em uma dessas pracinhas de idosos. Eu me dedicava ao exercício hercúleo de me alongar; ela, sentada no banco, buscava o consolo espiritual no livro Corra com os Cavalos. Foi quando o silêncio da manhã foi quebrado por um jovem de preto, ostentando um cabelo amarelo de um tom que a natureza certamente não autorizaria, dentes impecáveis e uma magreza de quem corre mais que os cavalos do livro.

Apresentou-se como Ian. Vinha de Curitiba, era garçom no Tibor e estava saindo do expediente, mas trazia consigo o fôlego de um maratonista da dialética. Disse ser estudante de biomedicina — detalhe que, mais tarde, o "FBI doméstico" via Instagram (@ian_brotto) confirmaria ser a mais pura verdade. Ian era um ateu convicto, cético de carteirinha e dono de um discurso labiríntico que não dava brecha para o meu evangelismo matinal.

No meio daquela conversa interminável, tentei decifrar sua idade. — Você tem o quê? Uns 37? — arrisquei. — Tenho 24 — respondeu ele, seco. — E eu? Quantos me dá? — Uns 31 — chutou, talvez por gentileza ou delírio de sono. — Quarenta e três — retruquei, sentindo o peso da minha própria certidão de nascimento.

Para encerrar o monólogo, minha esposa precisou de uma precisão cirúrgica. Quando ele ameaçou nos acompanhar até o Jardim União, ela traçou o meridiano: "Eu vou para cá, e você vai para lá". E assim, cada um seguiu com seus deuses — ou a ausência deles.

O problema é que o encontro ficou martelando na minha cabeça. O dia passou, o almoço se foi, e às três da tarde, enquanto eu me preparava para levar a família ao cinema, a semelhança me atingiu como um raio. Ian era o retrato cuspido e escarrado do meu irmão.

Não resisti à inconveniência. Peguei o celular e liguei para o Ari. — Ari! Você não faz ideia. Encontrei um rapaz hoje cedo que é a sua cara! É o seu gêmeo perdido!

Eu esperava uma risada, talvez uma curiosidade fraternal. Mas Ari, que provavelmente não teve a manhã invadida por um estudante de biomedicina de cabelo amarelo, não apreciou a comparação. O silêncio do outro lado da linha durou o tempo exato de um julgamento.

Click.

Ele desligou na minha cara. Fui para o cinema com a família, mas com a estranha sensação de que, naquele sábado, quem realmente precisava de um "corra com os cavalos" era o meu irmão, para fugir das minhas ligações aleatórias.



Meu aniversário 43 anos

Hoje na minha existência é dia 01/01/2026 Deus me deu a oportunidade de estar aqui. Desfruto de uma família, de saúde e até de pets. O meu aniversário de 43 anos foi assim, chuvoso. Houve um aniversário em família e agora descanso, afinal é feriado e ainda chove, no meu colo a Zoe, uma cachorrinha. 
Vou deixar fotos do meu dia. 

Pare de roubar


Déjà Vu de Ferro: O Natal que Nunca Acaba

Por: Waldryano

​Aqui estou eu de novo. Olho para essa torre de pesos e sinto um déjà vu esmagador. É véspera de Natal, mas se eu fechasse os olhos e sentisse apenas o frio do aço nas mãos, poderia ser qualquer dia de 2024, 2018 ou aquele distante 2010. O cenário não muda. O cheiro da borracha, a luz fluorescente que oscila e essa pilha de anilhas que parece me encarar de volta.

​É uma falha na Matrix da minha própria vida. Mais um ano no "quase", uma sensação de que estou preso num looping desde os meus 34 anos. O relógio lá fora corre desesperado para o Natal de 2026, mas aqui dentro, o tempo é circular. Eu mudo, a idade pesa, as dores agora têm nome e sobrenome enquanto beiro os 50, mas o cenário... o cenário é o mesmo porto seguro e, ao mesmo tempo, a minha prisão voluntária.

​Há um tédio latente em ver o mundo celebrar a "novidade" de um novo ano, enquanto eu sei que estarei aqui, enfrentando os mesmos 40kg, 50kg, 55kg. O pesar da existência se confunde com o pesar do exercício. É como se eu já tivesse vivido este exato momento mil vezes: o silêncio da academia vazia na véspera, o suor que é o mesmo de uma década atrás, e a promessa silenciosa de que, no ano que vem, o cenário será exatamente este.

​Terei como cenário, sempre, um peso e uma força. Uma vontade teimosa de viver mais um capítulo desta existência única, mesmo que ela pareça um filme repetido. Talvez a verdadeira força não esteja em mudar de cenário, mas em ter a coragem de encarar o mesmo, ano após ano, sem recuar.

​O mundo gira em luzes de Natal, mas o meu mundo gira em torno deste eixo de metal.

Filosofias à parte, o déjà vu não é um erro; é o foco. Pare de roubar e encara o peso. Ele é a única coisa que não mente.


Oficina 2025 Vigilância Sanitária

 

📝 Relato de Waldryano: Treinamento da Vigilância Sanitária

Este texto foi redigido por Waldryano.


Há quatro anos, exerço a função de fiscal sanitário. Recentemente, participei de uma oficina de suma importância, focada em ensinar as melhores práticas e tratativas para evitar eventos adversos com pacientes em serviços de saúde.

Esta foi a quarta vez que tive o privilégio de participar deste encontro, que se realiza anualmente. No Paraná, a Vigilância Sanitária (VISA) é estruturada em regionais. Por sermos a sede de uma dessas regionais, cabenos a responsabilidade de liderar a organização e condução desta reunião.

O evento, realizado no dia 04 de dezembro de 2025, contou com a presença de mais de 150 participantes. Fiquei a refletir sobre como, de um modo micro, o meu trabalho se insere em algo macro: auxiliar e elevar a qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população.

Foi um dia bastante agradável. A organização proporcionou dois coffees breaks e o almoço, o que contribuiu para o bom ânimo dos presentes. O treinamento ocorreu no auditório da Segurança Pública de Telêmaco Borba e a palestra foi ministrada por uma membro da VISA estadual.

O dia transcorreu sem incidentes, sendo uma verdadeira confraternização para nós, servidores públicos municipais. Diferente do setor privado, não costumamos receber verbas de fim de ano para festividades, nem contamos com muitos benefícios como plano de saúde, academia ou vale-alimentação — como dizemos, é tudo "canelinha seca". No entanto, o ambiente de trabalho tende a ser mais tranquilo.

Durante o treinamento, por vezes, sentei e me concentrei em observar cada rosto ali. A oferta de alimentos no evento deixou todos mais animados, e várias fotos foram tiradas para registrar o momento.

É gratificante ver a Vigilância Sanitária desempenhando um papel crucial na sociedade. Estamos indo além da função punitiva; somos também um órgão essencialmente orientativo e capacitativo.






A vida Passa



Visitante inesperado 
Quando chegou estava morimnundo...
Fez eu ter várias indagações.. 
Seria uma cigarra fim de vida
Vindo ao meu quarto  fazer a última serenata, ou concerto, ou somente atrapalhou-se voou entrou na janela errada e cá aqui está..

Coloquei no copo que aparece na foto. 
E levei ao meu pequeno jardim, 

Retroativo a isto, vim aqui
Filosofar sobre o passear da cigarra. 

A vida passa, fato. Passa.