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Segurança Alimentar: A Geopolítica por Trás do Prato de Comida

 Se o petróleo é o sangue da economia, o alimento é a base da paz social. Historicamente, impérios caíram quando o pão faltou. No século XXI, a Segurança Alimentar tornou-se uma questão de alta estratégia militar e diplomática, onde grãos e fertilizantes são usados como moedas de troca e armas de pressão.

1. O Celeiro do Mundo sob Fogo

A guerra na Ucrânia revelou a fragilidade do sistema alimentar global. Como dois dos maiores exportadores de trigo e milho do mundo (Rússia e Ucrânia) entraram em conflito, o preço dos alimentos disparou globalmente.

  • O Corredor de Grãos: As negociações para permitir a saída de navios pelo Mar Negro mostraram que o controle do fluxo de comida é uma das formas mais eficazes de diplomacia (ou chantagem) atual.

2. A Diplomacia dos Fertilizantes: O Trunfo Russo e Brasileiro

Não se planta sem fertilizantes. A Rússia é o maior exportador mundial de adubos nitrogenados, e o Brasil, como superpotência agrícola, depende criticamente dessas importações.

  • Dependência Estratégica: A necessidade de garantir fertilizantes molda a política externa de países agrícolas, forçando-os a manter um equilíbrio delicado entre o Ocidente e Moscou.

3. O Fator China: Estocagem em Massa

A China, com 1,4 bilhão de pessoas, adotou uma política agressiva de segurança alimentar. O país tem estocado mais de 50% das reservas mundiais de trigo e milho, preparando-se para possíveis interrupções em cadeias de suprimentos ou sanções futuras.

  • Aquisição de Terras: Empresas chinesas estão comprando milhões de hectares de terras agricultáveis na África, América Latina e até nos EUA para garantir o suprimento direto.

4. Mudanças Climáticas e a "Inflação da Comida"

Eventos climáticos extremos — secas prolongadas na Argentina ou inundações na China — não são apenas desastres ambientais; são choques geopolíticos. A escassez de alimentos gera migrações em massa e revoltas populares (como vimos na Primavera Árabe).

"Nenhum governo sobrevive à fome do seu povo. A segurança alimentar é, em última instância, a segurança do Estado."


Insights para o Blog do Waldryano

  • O Papel do Brasil: O Brasil não é apenas um fazendeiro global; ele é um garantidor da estabilidade política mundial através da produção de alimentos.

  • Tendência: O crescimento das "Vertical Farms" e carnes cultivadas em laboratório como tentativa de países ricos de reduzirem a dependência de importações agrícolas.


A Guerra dos Semicondutores: Por que o Mundo Depende de Taiwan?

 


Muitos acreditam que as guerras do futuro serão por água ou petróleo. No entanto, a guerra do presente é pelos semicondutores. Sem esses pequenos chips, a economia global para: desde o seu smartphone e a inteligência artificial até os sistemas de mísseis mais avançados. E, no centro dessa tempestade, está uma pequena ilha chamada Taiwan.

1. O Vale do Silício do Oriente

A TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company) é a empresa mais estratégica do mundo. Ela produz cerca de 90% dos chips mais avançados do planeta (aqueles com menos de 7 nanômetros).

  • O Monopólio Tecnológico: Se a produção em Taiwan fosse interrompida hoje por um conflito ou bloqueio, a produção global de eletrônicos sofreria um colapso imediato, superando qualquer crise econômica que já vimos.

2. O Escudo de Silício

Para Taiwan, sua relevância tecnológica é uma apólice de seguro, o chamado "Escudo de Silício". A teoria é que os EUA não podem permitir que a ilha caia sob controle chinês, e a China não pode destruir as fábricas que ela mesma precisa para sua indústria.

  • A Reação dos EUA: O governo americano aprovou o CHIPS Act, investindo bilhões para trazer a fabricação de volta para solo americano e reduzir a dependência asiática.

3. A Estratégia da China: Autossuficiência a Qualquer Custo

Pequim vê a dependência de tecnologia ocidental como sua maior vulnerabilidade. O governo chinês está injetando trilhões de yuans para desenvolver sua própria indústria de chips, mas ainda enfrenta dificuldades para replicar as máquinas de litografia ultra-avançadas da ASML (empresa holandesa que detém a tecnologia-chave).

4. Taiwan: O Ponto de Ruptura Geopolítico

Para o presidente Xi Jinping, a "reunificação" com Taiwan é uma missão histórica inegociável. Para Washington, Taiwan é o ponto de ancoragem da democracia e do poderio militar no Pacífico.

  • O Risco de Conflito: Uma invasão ou bloqueio naval não seria apenas uma guerra regional, mas um choque sistêmico que redesenharia o comércio global para sempre.

"Quem dominar a fabricação de semicondutores definirá o vencedor da corrida pela Inteligência Artificial e, consequentemente, a hegemonia global."


Insights para o Blog do Waldryano

  • Curiosidade: Uma única máquina de fabricação de chips avançados custa mais de 200 milhões de dólares e é tão complexa que requer aviões de carga dedicados para o transporte.

  • Reflexão: Estamos caminhando para uma "Bifurcação Tecnológica", onde teremos uma internet e dispositivos ocidentais e outros totalmente chineses?


Diplomacia Energética: O Gás e o Petróleo como Armas de Influência

 


Durante décadas, a Europa construiu sua prosperidade sobre uma base frágil: a dependência de energia barata vinda do Leste. Hoje, a Diplomacia Energética deixou de ser apenas sobre economia e tornou-se uma questão de segurança nacional. No tabuleiro europeu, gasodutos valem tanto quanto baterias de mísseis.

1. A Arma do Gás Russo

A Rússia, através da gigante Gazprom, utilizou por anos sua vasta rede de gasodutos para criar uma interdependência com a Europa, especialmente com a Alemanha.

  • O Dilema da Dependência: Como o fornecimento de gás foi usado como alavanca política para tentar suavizar sanções ou influenciar decisões da União Europeia.

  • O Fim do Nord Stream: A sabotagem dos gasodutos no Mar Báltico simbolizou o "divórcio energético" definitivo entre a Rússia e o Ocidente.

2. A Corrida pela Diversificação (GNL)

Com o corte do suprimento russo, a Europa iniciou uma corrida desesperada por novas fontes. O Gás Natural Liquefeito (GNL), transportado por navios dos EUA e do Catar, tornou-se a salvação, mas a um custo muito mais elevado.

  • Infraestrutura: A construção acelerada de terminais de regaseificação na costa europeia para receber esses navios.

3. A Transição Verde como Autonomia Estratégica

Para a União Europeia, investir em energia eólica, solar e hidrogênio não é apenas uma meta ambiental para 2050, mas uma estratégia para alcançar a Autonomia Estratégica.

  • Energia Renovável = Liberdade: Quanto menos um país depende de combustíveis fósseis importados, menos vulnerável ele é a chantagens externas de regimes autocráticos.

4. O Renascimento da Energia Nuclear

O debate sobre a energia nuclear voltou com força total. Países como a França defendem o átomo como uma fonte limpa e estável, enquanto outros, como a Alemanha, enfrentaram dilemas internos sobre o fechamento de suas usinas em plena crise de abastecimento.

"A soberania de uma nação hoje começa na tomada elétrica e termina no controle de suas reservas energéticas."


Insights para o Blog do Waldryano

  • Impacto Global: A busca da Europa por gás afetou os preços em todo o mundo, incluindo o Brasil, mostrando como a geopolítica energética é uma rede conectada.

  • Para observar: O papel da Noruega e da Argélia como novos "salvadores" do suprimento europeu.


A Disputa pelo Ártico: O Novo El Dorado de Gelo

 


Enquanto o mundo discute o aquecimento global sob a ótica ambiental, as grandes potências olham para o Norte com uma visão estratégica pragmática e, por vezes, agressiva. O degelo das calotas polares está revelando o que antes era inacessível: vastas reservas de recursos naturais e novas rotas comerciais que podem encurtar distâncias entre continentes em milhares de quilômetros.

1. As Novas Rotas da Seda de Gelo

A Passagem do Noroeste e a Rota do Mar do Norte (controlada pela Rússia) são as novas obsessões do comércio global.

  • Eficiência: Uma viagem de navio da China para a Europa pelo Ártico pode ser até 40% mais rápida do que pelo Canal de Suez.

  • Geopolítica do Frete: Quem controlar essas águas controlará o fluxo de mercadorias do futuro, fugindo de pontos de estrangulamento tradicionais.

2. Um Tesouro sob o Permafrost

Estima-se que o Ártico contenha cerca de 13% das reservas de petróleo não descobertas e 30% do gás natural do planeta, além de minerais críticos como ouro, platina e terras raras.

  • Soberania em Xeque: Países como Rússia, Canadá, EUA, Dinamarca (pela Groenlândia) e Noruega disputam a extensão de suas plataformas continentais para reivindicar a posse desses recursos.

3. A Militarização do Norte

O Ártico deixou de ser uma zona de cooperação pacífica. A Rússia tem reativado bases militares da era soviética e posicionado quebra-gelos nucleares (uma frota na qual é líder mundial). Em resposta, a OTAN intensificou exercícios militares na região, temendo que o Círculo Polar Ártico se torne o próximo palco de um conflito direto.

4. O Papel da China: Um Estado "Próximo ao Ártico"

Mesmo sem território no Círculo Polar, a China se autodenominou um "Estado próximo ao Ártico". O país investe pesado em infraestrutura na região e em parcerias com a Rússia, buscando garantir que não ficará de fora da divisão do "bolo" polar.

"O gelo está derretendo, mas a tensão política está congelando as relações internacionais no Norte."


Insights para o Blog do Waldryano

  • Fator Ambiental: O dilema ético — a mesma mudança climática que ameaça o planeta é vista como uma "oportunidade de negócio" pelas potências.

  • Curiosidade: A Rússia chegou a plantar uma bandeira de titânio no leito marinho do Polo Norte, a 4km de profundidade, para simbolizar sua reivindicação territorial.


Ciberguerras: A Nova Linha de Frente das Nações

 


O som de explosões e o movimento de tropas ainda definem os conflitos tradicionais, mas hoje, uma guerra silenciosa acontece 24 horas por dia, 7 dias por semana. As ciberguerras não buscam apenas destruir prédios; elas visam paralisar economias, manipular eleições e apagar a infraestrutura de países inteiros sem que um único soldado atravesse a fronteira.

1. O Que Define uma Ciberguerra?

Diferente do cibercrime comum (focado em dinheiro), a ciberguerra é movida por Estados-nação para fins políticos ou militares. Os alvos principais são as Infraestruturas Críticas:

  • Grades de Energia: Desligar a eletricidade de cidades em pleno inverno.

  • Sistemas Bancários: Bloquear o fluxo financeiro de um país.

  • Abastecimento de Água: Alterar níveis de substâncias químicas em estações de tratamento através de sistemas controlados por software.

2. A Negação Plausível

Uma das maiores vantagens da guerra digital é a dificuldade de atribuição. Quando um míssil é disparado, sabemos de onde veio. Quando um malware infecta um sistema de defesa, o agressor pode usar servidores em dez países diferentes para esconder seus rastros. Isso cria a "Negação Plausível", permitindo que governos neguem autoria e evitem retaliações militares diretas.

3. Desinformação e Hacktivismo

A ciberguerra também tem um braço psicológico. O uso de exércitos de bots e vazamentos seletivos de dados (o famoso "Hack and Leak") é usado para desestabilizar governos e influenciar a opinião pública.

  • O caso Stuxnet: O vírus que destruiu centrífugas nucleares no Irã sem disparar um tiro, marcando o início da era das armas digitais de alta precisão.

4. O Dilema da Defesa vs. Ataque

Enquanto tanques e aviões são caros, o custo de entrada na guerra cibernética é relativamente baixo. Isso permite que potências menores (como a Coreia do Norte) consigam enfrentar gigantes como os EUA em pé de igualdade no domínio digital. A corrida agora é para criar defesas baseadas em Inteligência Artificial capazes de reagir em milissegundos.

"No futuro, a primeira fase de qualquer conflito armado será um apagão digital total."


 

A OTAN no Século XXI: Expansão, Relevância e os Desafios na Europa Oriental

A OTAN no Século XXI: Expansão, Relevância e os Desafios na Europa Oriental

Criada em 1949 para conter a expansão soviética, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) sobreviveu à Guerra Fria e, de muitas formas, prosperou. Longe de ser uma relíquia do passado, a OTAN se reinventou e hoje enfrenta seus maiores desafios e dilemas desde a sua fundação. A invasão da Ucrânia pela Rússia, em particular, realçou sua importância e, ao mesmo tempo, expôs suas vulnerabilidades.

1. O Princípio do Artigo 5: A Coluna Vertebral

O coração da OTAN é o seu Artigo 5, que estabelece que um ataque contra um membro é considerado um ataque contra todos. Este princípio de defesa coletiva foi invocado apenas uma vez (após os ataques de 11 de setembro de 2001 aos EUA), mas sua mera existência é o principal pilar da segurança de seus membros.

  • Deterrence (Deterrencia): Como o Artigo 5 funciona para dissuadir agressores e garantir a segurança, especialmente dos países do leste europeu.

2. A Expansão para o Leste e a Reação Russa

Após a queda da União Soviética, a OTAN iniciou um processo de expansão para o leste, integrando ex-membros do Pacto de Varsóvia e repúblicas soviéticas. Embora vista pelos membros como um direito soberano de aliança, a Rússia sempre interpretou essa expansão como uma ameaça direta à sua segurança.

  • O "Fator Ucrânia": A ambição da Ucrânia de se juntar à OTAN foi um dos catalisadores da invasão russa, intensificando o debate sobre os limites da expansão da aliança.

  • Novos Membros: A adesão da Finlândia e Suécia pós-invasão reforça a aliança, mas também reorganiza o tabuleiro estratégico no Báltico.

3. Desafios Internos: Divisão de Custos e Coesão

Apesar de sua força, a OTAN enfrenta desafios internos. Há um constante debate sobre a divisão de custos, com os EUA frequentemente pressionando os membros europeus a investirem mais em suas próprias defesas (o objetivo de 2% do PIB em gastos militares).

  • A "Morte Cerebral" da OTAN? Declarações como a do presidente francês Macron, que questionou a relevância da aliança sem a liderança americana, geraram preocupações sobre a coesão interna.

4. Além da Defesa Militar: Cibersegurança e Novos Domínios

A OTAN não é mais apenas uma aliança de defesa terrestre, marítima e aérea. Ela se adaptou para incluir a cibersegurança e o espaço como domínios operacionais, reconhecendo as novas ameaças do século XXI.

"A OTAN não é apenas uma aliança militar; é uma declaração de valores democráticos. E esses valores estão sob ataque."

Conclusão

A OTAN no século XXI é um organismo dinâmico, forçado a se adaptar a um cenário geopolítico em constante mudança. Seus desafios são monumentais, mas sua relevância, especialmente no contexto da agressão russa, nunca foi tão evidente. O futuro da segurança europeia, e em grande parte, global, continua intrinsecamente ligado ao seu sucesso e à sua capacidade de manter a união entre seus membros.


Vamos pensar um pouco

  • O que observar: A próxima cúpula da OTAN e as declarações sobre o suporte militar à Ucrânia.

  • Pergunta para o leitor: A OTAN deve expandir ainda mais, ou isso apenas aumenta as tensões com a Rússia?


Basta de ordens de Washington, disse a presidente da Venezuela.

 A captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026 e a ascensão de Delcy Rodríguez à presidência interina abriram um capítulo imprevisível na história da América Latina. Para o seu blog, aqui está uma proposta de resenha que analisa a postura dela e o jogo de xadrez com Washington.


🇻🇪 Venezuela 2026: Delcy Rodríguez e o Malabarismo entre a Soberania e a Submissão

O que estamos assistindo na Venezuela hoje é um drama político de alta voltagem. Menos de um mês após a operação militar dos EUA que levou Nicolás Maduro para o Brooklyn, a presidente interina Delcy Rodríguez tenta equilibrar o país em uma corda bamba perigosa. Sua declaração de hoje — "Basta de ordens de Washington" — soa menos como um grito de guerra e mais como uma manobra de sobrevivência política.

A Estratégia do Discurso

Ao discursar para petroleiros em Anzoátegui, Delcy faz o que o chavismo sempre fez melhor: apelar ao sentimento nacionalista. Ao afirmar que a política venezuelana deve resolver seus próprios conflitos, ela tenta:

  1. Conter a insatisfação militar: Mantendo a retórica anti-imperialista, ela assegura o apoio da cúpula das Forças Armadas.

  2. Diferenciar-se de uma "marionete": Mesmo com Donald Trump afirmando que os EUA "governam" a Venezuela no momento, Delcy precisa mostrar que ainda existe um governo nacional funcional.

O Paradoxo de Janeiro

O que torna a análise fascinante (e preocupante) é a contradição. Enquanto brada contra as ordens americanas, o governo interino de Rodríguez tem sido o mais "colaborativo" em anos:

  • Libertação de Presos: Mais de 100 presos políticos foram soltos nas últimas 48 horas como um aceno à comunidade internacional.

  • Diálogo com Trump: Existe um convite para Delcy visitar a Casa Branca, algo impensável há três meses.

Conclusão: Um Futuro sob Condição

A verdade é que Delcy Rodríguez governa sob uma sombra pesada. De um lado, o Tribunal Supremo deu a ela um mandato de 90 dias; do outro, Trump já avisou que ela pagará um "preço muito alto" caso não coopere com a transição.

A resiliência do chavismo está sendo testada em sua forma mais pragmática. Se esse "basta" de hoje é o início de uma resistência real ou apenas um roteiro para manter a dignidade enquanto negocia uma saída definitiva, só os próximos meses dirão. Por enquanto, a Venezuela continua sendo o tabuleiro de um jogo onde os jogadores locais parecem ter cada vez menos peças.


A Nova Guerra Fria: A Disputa entre EUA e China pela Hegemonia do Século XXI

 

A Nova Guerra Fria: A Disputa entre EUA e China pela Hegemonia do Século XXI

Nas últimas décadas, o mundo viveu sob a égide da chamada Pax Americana. No entanto, o rápido crescimento econômico, militar e tecnológico da China transformou o cenário global, levando analistas a proclamarem o início de uma "Segunda Guerra Fria". Diferente do conflito original entre EUA e URSS, esta nova disputa não se limita a ogivas nucleares e ideologias opostas, mas acontece nos chips de silício, nas rotas comerciais e na infraestrutura digital.

1. Além das Tarifas: A Guerra Tecnológica

Se a Guerra Fria original foi uma corrida espacial, a atual é uma corrida pela Inteligência Artificial e semicondutores. Os EUA têm implementado sanções rigorosas para impedir que a China acesse tecnologias de ponta, enquanto Pequim investe trilhões para alcançar a autossuficiência tecnológica.

  • O que está em jogo: Quem dominar o 5G/6G, a computação quântica e a produção de chips de 3 nanômetros controlará não apenas a economia, mas a infraestrutura de defesa global.

2. A "Belt and Road Initiative" vs. Alianças Ocidentais

A China tem expandido sua influência através da Nova Rota da Seda, financiando portos, ferrovias e pontes da Ásia à América Latina. Em resposta, os EUA tentam revitalizar alianças como o QUAD (EUA, Japão, Austrália e Índia) e o AUKUS, focando na contenção militar no Indo-Pacífico.

"O centro de gravidade da geopolítica mundial deslocou-se do Atlântico para o Pacífico. O que acontece no Mar do Sul da China hoje tem mais impacto global do que as crises europeias do século passado."

3. Desacoplamento ou Interdependência?

A grande diferença desta "Guerra Fria" é que as economias americana e chinesa são profundamente integradas. O conceito de "Decoupling" (desacoplamento) sugere uma separação das cadeias de suprimentos, mas na prática, isso é extremamente caro e complexo. O mundo agora observa o fenômeno do "De-risking": reduzir a dependência da China em setores críticos sem cortar totalmente os laços comerciais.

4. O Fator Taiwan: O Ponto de Ruptura

Taiwan é, sem dúvida, o ponto mais sensível desta relação. Para a China, é uma província rebelde cuja reunificação é inevitável. Para os EUA, é um parceiro democrático estratégico e o maior produtor de chips do mundo. Qualquer faísca nesta região pode transformar a guerra fria em um conflito direto com consequências catastróficas para a economia global.

Conclusão: Um Mundo Multipolar?

Não estamos mais em um mundo bipolar simples. Enquanto Washington e Pequim disputam a liderança, outros atores como a União Europeia, Índia e o bloco BRICS buscam seu próprio espaço. A "Nova Guerra Fria" definirá se teremos um sistema global fragmentado em dois blocos ou uma nova forma de cooperação tensa, mas necessária.


Notas para o Leitor

  • Impacto no Brasil: Como o maior parceiro comercial da China e um aliado histórico dos EUA, o Brasil vive um dilema diplomático constante.

  • O que acompanhar: As reuniões do G20 e as restrições de exportação de tecnologia da administração americana.



O Tabuleiro de Gelo: Como a Disputa pela Groenlândia em Davos Pode Desencadear uma Guerra Comercial Global


O Fórum Econômico Mundial de 2026, em Davos, começou com uma temperatura muito mais baixa do que a neve dos Alpes Suíços. O centro das atenções não é a inteligência artificial ou a transição energética, mas sim o território da Groenlândia.

O discurso do presidente Donald Trump hoje (21/01) reacendeu uma tensão diplomática que muitos acreditavam ter ficado no passado, colocando os Estados Unidos e a União Europeia em rota de colisão direta.

O Argumento de Washington: Segurança Nacional e Recursos

Em seu pronunciamento, Trump reiterou que a aquisição da Groenlândia — ou, no mínimo, uma presença militar e econômica expandida — é uma prioridade de segurança nacional para os EUA.

Os motivos citados incluem:

  • Controle Ártico: A importância estratégica das rotas marítimas que se abrem com o degelo.

  • Recursos Naturais: O acesso a depósitos massivos de terras raras, essenciais para a indústria de semicondutores e defesa.

  • Contenção Geopolítica: Impedir o avanço de outras potências na região.

A Resposta de Bruxelas: Retaliação de € 93 Bilhões

A reação da União Europeia foi imediata e severa. O Parlamento Europeu não apenas classificou a retórica americana como uma afronta à soberania dinamarquesa e europeia, mas já tomou medidas concretas:

  1. Suspensão de Acordos: A ratificação de novos tratados comerciais com os EUA foi congelada por tempo indeterminado.

  2. Tarifas de Retaliação: Está em análise um pacote de tarifas que pode chegar a € 93 bilhões, atingindo setores sensíveis da economia americana, da agricultura à tecnologia.

"A Europa não é um balcão de negócios imobiliários. A soberania de nossos Estados-membros não está à venda", afirmou a liderança do bloco em comunicado oficial.


O Que Está em Jogo para a Economia Global?

Se as ameaças se concretizarem, o mercado mundial pode enfrentar a "Guerra Comercial 2.0". Analistas alertam que o custo de vida pode subir globalmente, com a desordem nas cadeias de suprimentos que ainda se recuperavam de crises anteriores.

O impasse coloca as empresas multinacionais em uma posição delicada, tendo que escolher entre o mercado consumidor americano e as regulamentações europeias cada vez mais restritivas.

O Que Esperar nos Próximos Dias?

A expectativa agora se volta para a reunião bilateral entre representantes da Dinamarca e do Departamento de Estado dos EUA. O clima é de incerteza: será que estamos diante de uma estratégia de negociação agressiva ou de uma mudança permanente na geopolítica do Atlântico Norte?




Qual a sua opinião: a Groenlândia deve ser tratada como uma questão de mercado ou de soberania intocável? Deixe seu comentário abaixo!

​A Queda de um Regime: Nicolás Maduro é Capturado e América Latina Amanhece em Nova Era


Por: Waldryano Data: 03 de Janeiro de 2026

​O ano de 2026 mal começou e já apresenta aquele que pode ser o evento geopolítico mais significativo da década na América do Sul. Nas primeiras horas desta manhã de sábado, 03 de janeiro, foi confirmada a captura de Nicolás Maduro. A notícia, que rapidamente tomou as manchetes globais, encerra um ciclo de décadas de poder do chavismo na Venezuela e abre um capítulo de profunda incerteza e esperança.

​A Operação e o Momento Político

​Embora os detalhes operacionais ainda estejam sendo filtrados pelas agências de inteligência, o que se sabe é que a captura ocorreu em um momento de extrema fragilidade do regime. O isolamento diplomático e o agravamento da crise interna criaram as condições para que as forças de coalizão internacional, em coordenação com elementos dissidentes locais, finalizassem a ordem de custódia que pendia há anos sobre o líder venezuelano.

Uma Barbárie Anunciada: existe solução para o Brasil?

Uma Barbárie Anunciada: existe solução para o Brasil?

Ontem, ao acompanhar o noticiário e as redes sociais, deparei-me com uma barbárie: mais de 120 suspeitos — sabe-se lá se todos realmente eram traficantes — e quatro policiais mortos em uma megaoperação contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.
As imagens e relatos formam um retrato de guerra. Vi moradores transformados em resgatadores de corpos, removendo cadáveres na mata devastada pela favela e pelo morro. Vi corpos estendidos nas ruas, apenas de cueca, após terem suas roupas camufladas retiradas. Vi a Igreja Universal oferecendo ajuda humanitária em meio a um ambiente de medo, raiva e exaustão coletiva.

Do alto dos drones, a cena era clara: um grupo armado, preparado para o confronto. Rostos negros em sua maioria — uma negritude que denuncia, sem precisar de legenda, quem mais paga o preço pela desigualdade histórica do país. A operação durou horas. E eu, diante da tela, me vi compadecido.
Percebi que vivo em um Brasil que ainda não sente o tráfico de forma visceral, como sentem aqueles que puxam corpos na rua principal da favela.

De um lado, policiais que se veem obrigados a adotar a lógica do “matar primeiro, perguntar depois”, porque o entorno é hostil e imprevisível. Do outro, famílias inteiras que precisam adaptar sua rotina a uma realidade onde o crime é o único poder efetivo.
Em meio a isso, crianças sem infância e meninas de 12 anos entregues a traficantes em iniciações que mais parecem rituais de desumanização. É a barbárie dentro da barbárie.

Mas como chegamos até aqui — e como sair disso?

A resposta está nas causas que há décadas o Brasil ignora.
A pobreza, a desigualdade, a falta de educação e de senso crítico tornam crianças e adolescentes alvos fáceis da marginalidade. A superlotação urbana, a ausência do Estado e o descaso com o planejamento familiar agravam o cenário.
Enquanto isso, seguimos discutindo apenas o sintoma: o confronto armado, o número de mortos, o “bandido bom é bandido morto”, como se eliminar corpos resolvesse um problema que nasce muito antes da arma.

Vi recentemente, em um documentário da Netflix, o exemplo de El Salvador — um país que conseguiu conter a criminalidade com uma política de repressão total. As mortes despencaram, mas o preço foi alto: prisões superlotadas, abusos de autoridade e o enfraquecimento das liberdades civis.
Funciona? Em parte, sim. Mas El Salvador é pequeno; o Brasil é um continente. Exportar uma política de força bruta para cá seria repetir o erro de achar que a bala substitui a política pública.

A solução, se é que há uma, passa por um caminho árduo e múltiplo.
É preciso inteligência policial e reforma tática — operações baseadas em investigação e tecnologia, não em carnificina.
É preciso investir na educação e na primeira infância, porque sem escola que forme pensamento crítico, o crime continuará sendo o professor.
É preciso enfraquecer o dinheiro do tráfico, cortando suas rotas financeiras, combatendo lavagem de dinheiro e atingindo os verdadeiros beneficiários do sistema.
E, acima de tudo, é preciso reconstruir o pacto social: oferecer oportunidades, dignidade e perspectiva de vida a quem hoje cresce acreditando que o crime é o único meio de existência.

Nada disso se faz em um mandato, nem com uma operação. É um projeto de país.
Enquanto o Brasil insistir em enfrentar as consequências sem encarar as causas, novas “megaoperações” se sucederão, e novos números — 30, 80, 120 mortos — serão tratados como estatística.
Mas por trás de cada número há um corpo, uma história e um fracasso coletivo.

O que vimos ontem não foi apenas uma operação: foi o espelho do que nos tornamos.
E se há alguma esperança de solução, ela começa com o reconhecimento de que essa barbárie foi, de fato, anunciada — e que, a cada vez que a normalizamos, ajudamos a escrevê-la novamente.
fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2025/10/29/presidente-da-colombia-comenta-sobre-mortes-em-megaoperacao-no-rio-barbarie.ghtml


💔🔫 Do Tiro Mortal à Censura no Brasil: Charlie Kirk Assassinado & Guilherme Kilter Atacado

 🔥 Contextualizando a Liberdade de Expressão: do Brasil aos EUA 🔥


Nos Estados Unidos, um episódio chocante abalou a sociedade recentemente: a morte brutal de um ativista de direita, alvejado por um sniper. 🩸 Uma execução fria, resultado extremo de uma polarização que saiu do controle.

Agora, trago esse cenário para o nosso quintal, o Brasil. 🗺️

Na última terça-feira (09), um episódio alarmante aconteceu na Universidade Federal do Paraná (UFPR). O advogado Jeffrey Chiquini, representante de Filipe Martins, e o vereador Guilherme Kilter (Novo-PR) foram expulsos do prédio histórico da universidade por estudantes enfurecidos 😡 que não aceitavam a presença deles em uma palestra sobre o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em meio a gritos de “recua, fascista!” 🗣️, empurrões e um clima hostil, os dois precisaram ser escoltados para a sala dos professores, enquanto a Polícia Militar foi chamada para conter a confusão. 🚔 O evento, que deveria ser acadêmico e democrático, virou um campo de batalha ideológico.

💭Reflexão:

Enquanto nos EUA a polarização chegou à barbárie mortal, aqui vemos um reflexo preocupante do que está acontecendo com a educação brasileira.

As universidades, que deveriam ser templos do saber, estão se tornando palcos de militância política. Em vez de se dedicar à educação e capacitação profissional, muitos espaços estão sendo usados para inflar divisões partidárias.

Nosso país caminha, a passos largos, para um cenário cada vez mais esquerdista 🌹, onde ideias contrárias são censuradas e demonizadas. Não falo apenas de esquerda — mas de algo ainda mais sombrio: comunismo e ditadura, onde pensar diferente se torna proibido, até mesmo nos locais que deveriam ser os mais laicos e livres: as escolas e universidades.

⚠️ Existe uma admoestação silenciosa acontecendo. Você tenta expressar sua opinião, mas é barrado, hostilizado e cancelado. Hoje, isso pode parecer "apenas" gritos e empurrões. Amanhã, pode se tornar algo muito pior.

❗E, como já vemos nos Estados Unidos, nessa utopia distorcida, pensar diferente pode custar a própria vida. 🕊️💔



Bolsonaro Preso

Já faz tempo que vivemos em uma distopia chamada Brasil. Aqui na minha cidade, as duas maiores fábricas implementaram férias coletivas e reduziram o quadro de funcionários. No meu trabalho na prefeitura, vejo o caos de longe e reflito: meu Deus, são pais de família que só exercem as funções que exercem e, de repente, enfrentam o tarifaço e o desemprego em massa. 

Enquanto isso, um presidente é acusado por outro, e um ex-presidente enfrenta todo tipo de humilhação pública. Meu texto não está contaminado por oposição ou situação; fico perplexo com os brasileiros que estão no meio de um fogo cruzado de ideologias. Tudo isso corre do chamado golpe. Após a posse de um novo presidente, houve depredação generalizada. Desde então, estamos testemunhando uma inflação de ego entre as pessoas. 

Um presidente dos EUA defende os interesses do seu partido e dos seus iguais, enquanto nós aqui aguardamos o que acontecerá. Hoje, fui ler as notícias e vi que várias restrições foram impostas ao ex-presidente para inflar seus apoiadores, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Ps: Até mesmo o jornalismo, que outrora precisaria ser neutro não é, até o judiciário, que deveria ser neutro, não é.

Coreia do Sul e Coreia do Norte

 A Península da Coreia é uma região geopolítica localizada no nordeste da Ásia. Ela é dividida em dois países, a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, separadas após a Segunda Guerra Mundial e a Guerra da Coreia (1950-1953). Desde então, as relações entre os dois países têm sido tensas e conflituosas. Neste ensaio, abordarei a história do conflito entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte e como as relações entre eles estão atualmente.

A divisão da Península da Coreia em dois países ocorreu após o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, quando a União Soviética e os Estados Unidos dividiram a Coreia para ocupação militar. A Coreia do Norte ficou sob controle soviético, enquanto a Coreia do Sul ficou sob controle americano. A divisão da Coreia foi oficializada em 1948, com a criação da República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) e da República da Coreia (Coreia do Sul).

Em 1950, a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul, dando início à Guerra da Coreia. O conflito durou três anos e terminou em 1953 com a assinatura de um armistício que estabeleceu uma zona desmilitarizada entre as duas Coreias. Desde então, as relações entre as duas Coreias têm sido tensas, com vários confrontos militares ocorrendo ao longo dos anos.

A Coreia do Norte é um estado totalitário saudado pela dinastia Kim desde a sua fundação. O atual líder, Kim Jong-un, sucedeu seu pai, Kim Jong-il, em 2011. O país tem sido alvo de críticas internacionais por causa de seus programas tóxicos e de mísseis, bem como por violação dos direitos humanos. As resistentes impostas à Coreia do Norte têm prejudicado sua economia e isoladas ainda mais o país da comunidade internacional.

Por outro lado, a Coreia do Sul é uma democracia parlamentar e uma das economias mais desenvolvidas do mundo. Desde a década de 1960, o país tem passado por uma transformação econômica impressionante, conhecida como o "Milagre do Rio Han". A Coreia do Sul é um importante parceiro comercial de vários países e é um importante membro de organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Atualmente, as relações entre as duas Coreias estão em um impasse. Desde 2018, as relações melhoraram um pouco, com Kim Jong-un e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, cumprindo várias cúpulas para discutir a desnuclearização da península. No entanto, o processo não prosseguiram e o sofrimento experimentaram a aumentar em 2020, quando a Coreia do Norte explodiu uma torre de escritórios de ligação com a Coreia do Sul na cidade fronteiriça de Kaesong.




Indústria da Guerra

Uma coisa que instiga o ser humano é o conflito. Se fossemos mensurar o comportamento humano perante a Bíblia, diríamos, que o tudo se formou, foi instaurado uma rotina e logo após ocorreu um conflito que deu cabo do paraíso.

Nas relações entre países se vê conflitos com a justificativa da Guerra e as relações de imposição de poder, soberania e submissão. 

Nesta premissa se encontramos atualmente assistindo de longe uma guerra acontecer. Onde envolve a indústria bélica, que aterroriza e assusta, afinal guerras podem ser resolvidas através de poderio bélico, leio aqui ogivas. O filme estreado por Nicolas Cage, de 2005. O Senhor das Guerras, retrata mais ou menos o meu posicionamento para a indústria da Guerra.


"Há mais de 550 milhões de armas de fogo em circulação no mundo. É uma arma para cada doze pessoas no planeta. A única questão é: Como armamos as outras onze?" 


Nossa cultura é esta e um tanto bizarra o que é instaurado no nosso cotidiano.


Jogo outra hipótese, bem ficção científica. Em um lugar longínquo do universo. Há vida, e estes descobrem a Terra, e veem para cá. E a pergunta do alienígena seria esta. Por qual razão estes terráqueos matam os seus semelhantes? Possuem armas para tal proeza. Em nome de instituições e governo matam! Tal informação bugaria o alienígena. 


A indústria da Guerra é cruel, alguém lucra com a morte e precisa-se incitar a violência. Para gastar tecnologia e criar novas. A Guerra, pode ser algo macro, entre países diferentes, ou algo pontual. 

Já é instaurada nas crianças, e a ordem precisa dela, até certo modo. Afinal, quem mantem a ordem e decência pode tirar a vida de outra pessoa que esteja ocasionando perigo para os demais.


Um exemplificar em um caso micro, foi o caso Eloá.  Para exemplificar uma vítima, seria ela a ideal. De um lado a sociedade que protege armada. E de outro lado o hostil agressor, ambos em punho de armas, que podem ceifar vida.

O conflito.

A morte e por fim a repercussão.

Num caso macro posso lembrar das duas bombas atômicas lançadas afim de intimidar o Japão. Houve morte de pessoas que não tinham nada haver com o conflito, todavia pagaram com a vida certa irresponsabilidade.

Com certeza o ser alienígena voltaria correndo para o seu mundo. Que se existisse mesmo, lerros daqui. Deve ou necessita ser pacifico, eu preciso desta ficção, para manter-me de pé.


Eu vi


Eu vi na televisão
Um Presidente em meio ao Caos com seus Ministros, a minha leitura daquele cenário era...
Primeiro, 
cadê a máscara? 
O bom exemplo civil cadê?

Como se no mundo de faz de conta
Corona, vírus é uma gripinha
E as mortes, somente coincidência

E continuei a ver
Uma defesa

Uma visão de totalitarismo
E aqueles bajuladores faziam
Eu constar no estado teocrático de direito

Vi tantas coisas

Por outro lado

Vi um excelente
Juiz se dar mal como Ministro

Eu vi também
Que ele entrou no esquema
Mas não entrou no esquema

Ele tentou fazer valer seus ideais
Para o Brasil
E foi barrado e vetado

Um juiz, que era um ótimo juiz
E agora, terá de se reinventar

Pois, não entendeu

Que bajular é o certo
No nosso país errado

Que o Presidente
Do seu modo pode ser
Onisciente, onipotente e onipresente
Nos assuntos que lhe convém

Ou seja, para os bajuladores
Um Deus

Eu vi lá atrás, uma ministra somente
Mulher, com a cara lavada
Defendendo as mulheres?
Por certo que sim

Um ministro da Saúde, que vê a curva crescer
Amazonense morrer
E por conveniência "nada fazer"

Eu só sei de uma coisa
Por alguns dias
Voltarei a ver televisão
A pauta se estendeu

O corona vírus
Não morreu está circulando
A corrupção
Não morre na nunca

Só muda os métodos
E sempre continua

Moro, não foi eficaz
Para imunizar o Brasil
Pois, são tantos
Pensantes omissos
Um cargo, um nome é de mais valia
Que a ética e o bom senso

Agora fazer me ei
Advogado do Bolsonaro:

Que criancisse Moro,
Correu mostrar prints do celular
Falou pelos cotovelos
Por certo, tu que é juiz
Sabe que discurso precisa de evidências
Tens?

E quando aceita se macuniar com alguém
Moro, querido, precisa aceitar
A sambar conforme o enredo.

Fui ver uns pensantes bolsominios
E disseram assim:

O Moro não estava alinhado com
O método Bolsonaro
O Moro estava um peso morto em Brasília

E o Presidente se quer ser Presidente
Precisa botar ordem naquilo lá.


Cheira-me golpe
🤫
Totalmente líder
Aos bajuladores um deus
💚💛⚰️💣⏲️🔮

Um novo partido para o Presidente Bolsonaro


Depois de um desfecho de desgaste entre o Bolsonaro e o seu atual partido. O Presidente anuncia um novo partido que será: Aliança pelo Brasil.

Antes disto ele que não é bobo nem nada. Irá dar uma rasteira no seu algoz Bivar, líder do PSL.
Decretando o fim do seguro DPVAT ele acabará com a farra das fraudes, e de empresas que se favorecem deste 'artifício' para enriquecer, ou ter um comércio licito em meio a um seguro de trânsito. Lembrando que o líder do PSL tem uma empresinha deste tipo que citei, logo uma retalhação.

O fim do DPVAt já esta sendo decretado pelo Presidente.

Fazendo este novo partido. Não se sabe se o seu filho que é um deputado poderá embarcar nesta. Afinal, segundo as regras, a candidatura é do partido e não da pessoa.
Já o outro filho (o mais cabeludo) é Senador e logo poderá migrar para o novo partido do Presidente.

Agora vamos deixar este texto mais lúdico.

Gosto de usar este termo nos meus textos para resumir pessoas oportunistas.
Chupim.
Na natureza, o pardalzinho tico-tico, faz o ninho bota seus micro ovos e espera chocar, só que não, neste meio do caminho um pássaro espertalhão vai e bota o ovo no ninho do trabalhador do tico-tico.

Nasce o Chupim que grita e berra querendo comer toda a comida do mundo para alimentar sua pança desenfreada.



Foi mais ou menos isto que ocorreu com certos nomes que aproveitaram o populismo do Bolsonaro para se eleger de modo entusiástico e bem popular.
Os chupins que lembro são estes:





Tantas pessoas que levantaram a bandeira da moral e dos bons costumes e abocanharam uma cadeira em lugar privilegiado, e utilizaram dingos do Bolsonaro para se Eleger e simplesmente viraram a casaca!

Tipo assim: o chupim cresce e observa que de um modo estranho é grande e não precisa do seu mantenedor, logo voa, logo acha-se  no direito de opor as ideias de quem os criou.

Deste modo o Bolsonaro se encontra com o PSL. Um partido que é o Bolsonaro, todavia, nomes querem de todos os modos se opor a criatura e ter seus minutos de fama.

Até parece aquela coisa bíblica da rebelião de Isaías, não vou me adentrar no teologuês. Entretanto, o partido PSL precisava de unir forças com o seu presidente eleito.

Não conheciam a personalidade dele?
O moldando para ser assim?

Aguentassem fortes ao Capitão e ajudassem no que é preciso.
Agora  o Presidente aos cacos precisando criar um partido correndo de tudo para dizer. Este partido mando eu.
Pois, na imensa maioria do populacho quem manda no PSL é o Presidente. Quando pegavam um santinho do PSL para votar, o povo menos instruído sempre associava ao Bolsonaro.

Complicado será ter que:

Se reerguer, criar partido, entender o que acontecerá com o PSL seria oposição?
E governar o Brasil, coisa que deveria ser a única e exclusiva preocupação de um Presidente da república!

Escrito em 12 de Novembro de 2019

Bolívia em um caos

Nossa maior fronteira é a Bolívia, e o país se encontra em um caos.
Se for fazer um retrospecto a América Latina encontra-se em um caos isto é fato.
O Presidente Evo Morales, tal qual o sindicalista (Lula) aqui no Brasil, representava um Gueto, a ele a descendência indígena.
Até aí tudo bem legítimo e belo. A minoria no poder e tentando lutar pelos ideais do povo esquecido e desfavorecido.
Todavia, manter-se no poder com práticas escusas é o grande problema de líderes com uma pegada socialista.
Aqui no Brasil, ouve todo um desdobramento que demonstrou ilicitude em atos de Lobby (receber por fora algum favorecimento) E também foi evidentemente exposto marqueteiros que deixavam a campanha bonita, e mantiveram o (Lula) lá, por oito anos e a Dilma, cria do (Lula), por uns 6.
No nosso país em questão. Ouve um crescimento econômico e um patriotismo recuperado? Ouve.
Entretanto, ouve um monopólio de liderança, mexeram por lá na constituição e o presidente continuou governando por longos anos. Dês de 2006. Surge deste modo uma desconfiança e aspectos ditatoriais tornam-se evidentes neste processo, quiçá sem democracia.
E um último resquício de dignidade o Presidente Evo aceitou ser auditado por órgãos internacionais que evidenciaram fraude na Eleição.
A Bolívia atual? Um caos, o Presidente fugindo para o México e uma quase guerra civil rolando a solta por lá.
Tudo isto me faz pensar no Brasil, para nós em meados de 2010 estávamos vivendo tal qual a Bolívia, um presidente sindicalista e tudo o que conhecemos pelos noticiários.
Hoje tentamos se reerguer com um Presidente autoritário, que tem opiniões polêmicas e um congresso que atualmente está lá tentando fechar a farra dos bois, ou dos presos soltos em segunda instância. Outro caos! Fui...



Observação: Estou usando a extensão languagetool do Google Chrome para correção do texto.
Escrito em novembro de 2019.

Lula livre Bolsonaro Preso

Lula livre Bolsonaro Preso

Assisti a soltura do Lula, que em meio a militantes do Pt que gritavam em bom som seu Grito de Guerra:
— Lula livre.
Lula que pareceu-me perdido no tempo em um retrospecto de quem fica enjaulado por algum tempo.
Nomes como: Gleisi e Haddad soaram na boca dele.
A esquerda esta enfraquecida, todavia agora o Lula livre, torna a esquerda viva novamente. E com alguma esperança.

Enquanto isto o Bolsonaro anda Preso...

A Globo, que em meio a tantos prejuízos, seja de imagem ou de propaganda. Atacará artilharia pesada contra o Capitão. Brigar com cachorro grande é destas coisas. Tem que pagar o preço.
E isto tudo no 1º ano de mandato.
Na cartilhinha de durar anos e anos de mandato. Tal qual Lula e Dilma fizeram, tem aquela de cuidar bem dos inimigos. E a imprensa é o pior inimigo que um Chefe de estado pode ter.
A imprensa, faz o rio fluir conforme ela quer. A dona Globo pinta o Bolsonaro conforme ela acha conveniente. Daí mora o perigo.
Já o Lula, pintaria o cabelo e deixaria o discurso bem ensaiado para uma possível candidatura? Certamente.
O discurso injustiça é o melhor para um ex-Chefe de estado que se baseia única e exclusivamente no assistencialismo.

O Lula é o assistencialismo, nordestinamente falando.
O Bolsonaro é aquele que queria um Brasil autoritário, com víeis militares, isto é a veia bolsonariana de ser.
Já a Globo, seria a minoria, majoritariamente? A Globo esta se perdendo em meio ao caos da falência. É bem visível que o futuro da Globo é a Globoplay.
Enxugar gastos!

Enquanto isto nossa costa ensujalhada, o Congresso um caos e o Presidente, aproveitando os 15 minutos de fama nas Arabias, se for causar que cause em Dubai.




Urgente! Bolsonaro acusado de assassinato

Se você leu a manchete e gostou te digo:
— Só se vê na Globo...



O caso foi este, um deputado federal sem papas nas linguas decidiu ser presidente da república o abusado!
Sem um bom partido para apoiar (leia-se injetar dinheiro e propaganda) o tal deputado correu para as redes Sociais.
Enquanto isto a Globo estava sendo Globo, apoiando o Pt e adorando as propagandas que eram vinculadas diariamente no canal e os dingos que você adorava escutar.
Deixa o homem trabalhar....
Tudo estava correndo as mil e uma maravilha.
O Brasil? O que importa o Brasil? O importante é o enriquecimento ilícito.
A Globo filme que o diga, tinha sua verbinha garantida pela lei Rouanet e até os apresentadores tiravam uma casquinha da mamata.
Propaganda Garantida ? Dinheiro em caixa pro plimplim...
Filmes garantidos? Dinheiro em caixa para os atores, ótimos por sinal, sempre beirando ao Oscar... Debora Seco, quase ganhou seu Oscar com sua mijada épica no filme relevante. Bruna Surfistinha.

Só que...

Sempre tem estes só que pra acabar com tudo, o e viveram Felizes para Sempre por vezes é ameaçado por certas moscas que querem por que querem com seus 7 segundos incomodar.

O Jair Bolsonaro, como um Messias surgiu...
Messias é trocadilho mesmo, pois o Jair Bolsonaro é digamos uma opção, entre tantos ruim, o menos ruim foi ele.
Logo ganhou...

E o Castelo de Cartas. Globo esta tentando não derrubar as suas cartilhas ao vento.

Dinheiro? Começou a faltar.

O que a Globo tem de bom?

O Jornalismo uai! O melhor do Brasil .(CNN please corra aqui!)

As investigações Globais inocentaram o Adecio da facada.
Tipo assim, sei não se você leior lembra. O Candidato a Presidência levou uma facada, quase morreu. Nada por trás tá?
Tipo assim antigamente outro candidato a presidência, Eduardo Campos morreu em 13 de agosto de 2014 na queda de um jatinho na cidade de Santos. Nada por trás tá.

Tudo paranoia.

Sempre coloque na pauta paranoia qualquer ataque ouviu? Ta na cartilhinha da Globo, de quem reclamar qualquer coisa sobre o Jornalismo polido dela.

Polido, lembra-me óleo de peroba.

A cara é de Pau mesmo.

E no desespero de se defender, sim o Jair Messias Bolsonaro, fez caquinha sim, alguns videozinhos mal assessorados cutucando a onça.

E a onça revidou, ou seria o leão adormecido?

Pense no Manuel Tadeu Bezerra Schmidt narrando os acontecimentos aqui:
" Como que um gato adormecido, nós da cartilhinhas corremos atrás com nossas fontes quase que secretas, e descobrimos uma brecha pra ferrar o Presidente, artilharia pesada vamos usar"

E veio todos os brasileiros assistindo o horário nobre e perguntando tal qual crianças que estão aprendendo o B a BA.

— Será?

Tadeu de volta com vocês:
" Como que será? Contra fatos não há argumentos, os envolvidos no assassinatos bateram na campainha do apartamento 58. Nosso detetive virtual averigou. É sim do deputado Jair Bolsonaro. Bingo!"

O Bolsonaro o desesperado da vez, foi no Facebook e por não ser Nutella soltou um:
— Canalhas!

E o Tadeu de volta chorou pra vocês:
" O Presidente paranoico Bolsonaro esta em rede social falando mal de nós. A santa Globo que esta no céu, ops . No Brasil!"

Meu Deus amigos estamos no Brasil, o Presidente em Dubai, e as confusões rolando solto. E pasmem, não é para articular uma melhoria para este Brasil.
É tecer um argumento acusativo que possa de todas as maneiras desmoralizar e deixar o Presidente com baixos indices de aceitação, pois isto a Globo mostra.

Sei lá, na vida a gente tem que lidar com muita gente hipócrita, saber que são hipócritas e pela convivência social precisamos engolir, sapos e sapos e sapos...
Mas quando se trata de governo, a hipocrisia pode ser a imprensa, pode ser o supremo, pode ser os petistas. E nunca poderemos chamar tais hipócritas de hienas. Proibido. A convivência pede para agir de modo hipócrita.
Quem aqui já, não pagou uns 50 tinhas pra não levar uma multa de 800 da lei.?
E nunca cai nestas blits, mas já ouvi que existe tais práticas e infelizmente é o que acontece com o Brasil.
O Jair Messias Bolsonaro, que é o vulgo Presidente, não pagou os seus 50tinhas para a Globo. E a multa sairá caro 800...

Ah, só pra demonstrar que sou imparcial, pode ser que a conspiração, seja correta. O Jair mandou matar a Mariele, (rinha de galo) o avião do cara de 2014 caiu de modo natural sem nada envolvido (paranoico o escritor aqui) e a Globo seja uma ótima empresa sem nada obscuro. Pode.

Só levantando hipóteses pois você leitor pode sim, (não te cerciaram o direito de pensar e argumentar) imaginar o que deve de acontecer nas entrelinhas...


O texto foi escrito por Waldryano, no finalzinho de outubro de 2019 e pasmem estamos no Brasil.