BLOG DO WALDRYANO

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Prisão Capítulo 68


Por Waldryano | Para o blog Waldryano

Uma casa para o Bingo
Capítulo 68

A defesa consistia em provar que seu pai era uma pessoa doente.
-Mas filha ele passara por um tratamento psicológico e tomará remédios fortes.
-Mãe, você sempre soube que ele era tendencioso a este desvio de comportamento, não vou questionar suas escolhas, eu já sou uma mulher feita, a minha defesa será esta. E vou aconselhar ele passar distante de colégios, lugares públicos.
-Mas filha é o seu pai.
-Mãe ele é uma pessoa que precisará de tratamento constante. Quando a gente escolhe um marido devemos observar estes detalhes, por isto o namoro, por isto o noivado não é mãe? Estou aprendendo lá na igreja, com meu esposo fizemos acompanhamentos antes de casar...
-Filha você esta propondo uma prisão aberta para o seu pai?
-Mãe será isto ou eu não o assessoraria ele. É esta a minha defesa, quer aceitar, a Senhora terá que cuidar dele e mante-lo distante deste seu desvio.
E sobre eu e você, olhava Lara fixa para os olhos da mãe. –Eu te perdoo, aprendi com o meu esposo não ter mágoas no coração, sei que a Senhora quis defender seu esposo. Eu? Aquele tempo era frágil e indefesa. Hoje sou forte e determinada.
-Deus quis assim, hoje defenderei ele, e a Senhora terá orgulho de mim.
A mãe da Lara abraçou, e disse no ouvido da Lara, me desculpe. Salve ele da prisão minha filha eu te suplico.
Lara observava cada ato que a advogada que determinara a defesa fazia. Uma amiga de faculdade muito competente, mas ficava surpresa com o conhecimento de Lara, todos os argumentos do juiz eram antevistos pela advogada Lara que falava baixinho com sua mãe. –Não te falei que ele iria alegar isto, e veio o momento mais tenso do julgamento, o pai da menina abusada, falou horrores para aquele homem no banco do réu, ele instruído com cabeça baixa não questionara.
Lara olhava de longe, aquela fisionomia derrotada e pensava. –Como podê ter feito aquilo comigo, como pode ter feito aquilo com aquela criancinha...
E veio o laudo médico, sim seria revelado ali naquele julgamento o triste fim do pai de Lara...
Nilmar olhava para a esposa e disse.
-Sinto muito, se quiser saímos daqui...
-Não amor a vida me ensinou ser forte eu preciso ver isto...
E abriu o laudo médico, realmente ele tinha desvios psíquicos e precisava viver com um tratamento continuo... Mais tarde Nelma já formada em psicologia trabalhou e cuidou do pai da Lara na sua prisão, um hospital psiquiátrico...
Lara? Passou no tão sonhado curso de promotoria, foi uma promotora respeitada, Nilmar advogado trabalhista. Robson continuou como gerente da loja no centro da capital, tornara-se pastor de um distrito.
Lara nunca entenderá o quão estranho foi conhecer Nilmar, mas entendeu que era ele o amor da sua vida. As suas mágoas foram expostas como uma ferida que precisava de cura. Robson também nunca entendeu como ficou preso e tudo aquilo ocorrera com ele mas naqueles momentos de prisão que aprendeu a sua verdadeira vocação. Quero ser um pastor...
**
-É aqui o endereço? Disse Nelma no carro com Lara dirigindo.
-Sim parece que é aqui mesmo... Falava Nilmar para Robson, que estavam também no carro...
-Que lugar bonito não é?
-Sim...
E os cachorros latiam muito era uma espécie de fazenda de animais...
-Vamos doar este valor para esta ONG.
-Sim é daquela moça do julgamento não é?
Bem dela, disse Lara para os companheiros dentro do carro.
-Já La dentro da casa, era um dia todo especial, o dia da feira de animais para doação. Nelma logo disse para o Robson. –Nem vem que não temos espaço lá em casa.
E Nilmar olhou...
Se sentia hipnotizado pelo filhote de vira latinha, ele olhou e o cãozinho abanava o rabo para o moço que passava a mão na cabeça do filhotinho.
-E nós Lara temos espaço para esta coisinha mais fofa...
Lara passava a mão na barriga, será que ele vai gostar. Sim Lara estava no inicio de uma gravidez.
-Claro amor ele ou ela vão amar um filhotinho, e falava igual criança para o seu amor...
-Deixa eu levar, deixa, deixa...
-Claro que deixo amor, com uma condição...
-Qual, disse Nilmar para Lara...
-Que o seu nome seja bingo... Nilmar abraçou o cãozinho e sorriu, (claro que Lara conhecia a história e o amor do Nilmar pelo seu cachorrinho).
-Bingo? Bonito nome Nilmar, disse Robson para os casais ali, -Vamos fazer umas reformas lá em casa quem sabe, mais adeante não é Nelma. Nelma deu uma risada e disse:-Casa de ferreiro espeto é de pau, fazendo uma referencia a Robson cuidar de uma loja de material de construções e ainda não ter reformado a casa.
Fizeram a doação, a dona da ONG ficou muito feliz pois estavam passando por mal lençóis a tal ONG o dinheiro veio em boa hora, e Nilmar só mimos com o seu novo amigo.
Fim

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Prisão Capítulo 67


Por Waldryano | Para o blog Waldryano
Libertando-se de uma prisão
Capítulo 67

Quando o meu esposo entregou o telefone, todos os meus temores vieram nas minhas mãos, enrolei-me na toalha e segurei aquele celular, não sei como ela conseguiu o meu telefone, mas estava ali naquele telefone minha mãe. No outro lado da linha estaria o meu passado.
As recordações vieram todas na minha mente, o Nilmar me ajudou vesti um roupão branco, e estava pensando o que dizer ao telefone.
-Alô... –Sim... Casei-me Deus é bom agora sou uma mulher casada.
-Como? Meu Deus preso?
As palavras daquele pastor voltaram a minha mente, estava sentindo cada palavra que ele disse, frescas na minha memória.
"Não há nada oculto que não seja revelado'' eram estas palavras que retornavam fortes com toda a veemência que o pastor a pronunciava no seu Sermão.
Lembrei do modo que o pastor falava: -Quem pratica um pecado e não se arrepende voltará a pratica-lo, é necessário pedir perdão com sinceridade, pois (aí voltava a frase) Não há nada oculto que não seja revelado.
Flash Back
-Pai, vamos assistir a um filme hoje é um dia chuvoso e o Senhor está de folga.
-Sim querida vamos sim. Joguei o colchão e sinto impetuosamente a sua mão passar nas minhas pernas. Olhei para ele e ele fez, um (xiu) com os dedos, tinha somente doze anos. Mas sabia que aquilo não era certo.
-Pai, não quero mais assistir este filme... Saí correndo tranquei-me no quarto. E ele veio em tom ameaçador dizendo:
-Você não vai contar nada para a sua mãe, vai?
Depois de muita insistência ela me convenceu a abrir a porta, ela entrou, eu não deixei que ele entrasse, ela me disse que eu me insinuava ao meu pai, e insinuava-me a outros homens também que era questão de tempo para ocorrer o que ocorreu, aliás ela não acreditou em mim. Disse que estava criando uma situação constrangedora querendo trazer escândalo para dentro da sua casa.
-Eu chorei, sim, pensei que era eu realmente a culpada, liguei para a minha tia escondido, pedi para morar com ela ela aceitou. A situação em casa era terrível minha mãe? Apoiou meu pai, e ele? Me olhava com olhares estranhos, eu vivia um pesadelo, eu não queria mais ficar ali.
-Ameacei minha mãe, disse se ela não deixasse viver com a minha tia, eu iria denuncia-lo na policia.Ela aceitou, disse que era eu a errada, que deveria me comportar com decência, que meus olhares eram vulgares, nunca mais quis olhar para as pessoas no fundos dos olhos.
Esqueci do meu passado, encobri minha beleza, e utilizava um óculos mesmo sem precisar, e falei para mim mesma. –Vou estudar, vou vencer na vida, e nunca mais olharei para trás pois este meu passado me machucou demais. Saí como uma vilã sendo que eu era a vitima.
Flash back
-Perdão? Como posso te perdoar? Espere um pouco...
-Nilmar você poderia preparar um chá para mim, pois eu vou precisar me acalmar esta conversa será tensa...
-Claro amor, aconteça o que houver estou com você sempre, não esqueça disto.
-Você é o amor da minha vida Nilmar, é bom resolver esta lacuna do meu passado e resolverei...
E o Marido de Lara deixou sua esposa ao telefone, com a conversa da sua vida ao telefone...
Nilmar trazia a xícara de chá para sua querida esposa...
-E aí como foi?
-Ele voltou a atacar, ela pediu perdão disse que eu tinha razão que sempre escondera o comportamento do meu pai... Nilmar, sinto me a vontade em falar francamente este assunto contigo, mas ele me machuca muito, obrigado por me amar, e Lara abraçava seu marido.
-Eu te entendo amor, sei o quanto é sofrível ter um pai que quer machucar a gente, e abraçava forte a sua esposa.
-Ela pediu pelo amor de Deus ajuda na defesa, disse que o pai foi pego em flagrante passando a mão em uma prima de nove anos, e que o pai da menina flagrou a cena.
-Que coisa terrível Lara.
-Sim será terrível se ele ficar preso, e chorava Lara, não consigo mais ter ódio dele, faz tanto tempo, isto revelou-se era um pecado terrível encoberto, eu sai como uma bandida da minha própria casa e a minha mãe o apoiou, foi fraca. Mas agora? Ela sabe que eu sou uma ótima advogada, que posso ou defende-lo, ou assessorar sua defesa.
-Nilmar minha mãe esta desesperada.
-Quer saber de uma coisa Lara.
-Fale amor...
-Meu pai não parecia uma boa pessoa, ele fez coisas horrendas, mas eu o perdoei, ele morreu na minha frente, (e chorou Nilmar) mas eu o perdoaria (e abraçou novamente Lara) eu queria ele nem que fosse preso comigo. Não me importaria se ele não gostasse de mim. Não me importaria se ele fosse um bandido, pois eu aprendi a ama-lo.
Lara olhava o Nilmar sentia que ele era frágil sim sentiu isto na lanchonete no encontro que se conheceram isto foi o que fez Lara se apaixonar. Ela? Determinada pulso firme a vida a ensinou ser assim. Mas ele aprendeu a retirar a mágoa do coração e ela aprendia com ele que a mágoa vai envenenando o coração.
-Liberte-se Lara não tenha ódio dele, não estou defendendo o seu ato. Estou dizendo que este ódio e rancor deixarão você cada vez mais quieta calada nos seus pensamentos e isto até te distancia de Deus. Pois Deus é amor.
-Não sei Lara o que você vai fazer nesta situação... Mas sei que Deus colocou esta situação para você resolver... Aquela pregação amor, escutava ela e não entendia, agora estou entendendo.... Parece que era para você...
-Para mim?
-Sim amor, isto parece bem claro, o pecado oculto do seu pai finalmente foi revelado.
Naquela noite Lara não conseguia dormir, Nilmar paciente sabia que a esposa precisava pensar. A noite foi longa para Lara, de todos os modos ela raciocinava: -Defender quem me fez sofrer? Defender alguém que me fez chorar...
Ao amanhecer Lara já tinha uma ideia fixa de defesa, sim iria defender o seu pai....
[continua]
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Prisão Capítulo 66


Por Waldryano | Para o blog Waldryano
Lembranças do Passado
Capítulo 66

Deitado na minha cama olho para Lara,e disse-lhe.Preciso contar o que me ocorreu antes de vir morar na capital. Meio sem graça constrangido contei que guiei meu pai para aquela fuga, contei os detalhes e falei para ela já quase chorando que a partir desta conversa não queria mais ter segredos com a Lara, gostaria de sempre ser franco não estava fazendo bem para mim deixar este detalhe do meu passado encoberto.
-Realmente foi errado da sua parte Nilmar fazer isto, você foi cúmplice dele, e roubar é errado, o dinheiro que ele aproveitou foi fruto de um erro. A facilidade gera consequências terríveis, e a pessoa vai perdendo. Quando uma pessoa transgride uma lei, ela vai se acostumando ao erro, e quando vê, já esta naquela situação que pode tudo.
-Como fez meu pai naquela banco não é?
-Sim infelizmente ele pensou que poderia tudo, mas existe lei existe ordem e decência. Ele transgrediu não aceitou correção, sinto te dizer isto Nilmar, pois apesar de tudo é o seu pai. Ele aceitou o seu destino.
Abracei a Lara, aliviado tinha tirado um fardo enorme das minhas costas, observava cada reação dela, e senti que ela foi não se importou tanto com o ocorrido.
-Se ele estivesse vivo, seu pai, deveria denunciar você e ele a policia isto seria o certo ao escutar o que me disse.Falou Lara olhando fixamente para o teto do nosso quarto.
-Mas tem uma coisa que eu preciso lhe contar.
-Fale Amor, penso que pior que isto não pode ser, não é?
Ele me deixou uma quantia de dinheiro pouca coisa, mas deixou em uma conta em um banco. Não sei porque ele disse assim para mim, vá ao Banco e morreu naquela ambulância. Não entendo Lara... Acho que tem haver com aquele dinheiro,Eu nunca precisei daquele dinheiro, sou bem organizado consigo viver bem com a herança da minha tia. (Nilmar administrava uma herança que ganhara de uma tia, alugueis de casas).
Lara olhou ele agora seu olhar era apreensivo e pensativo.
-Amanhã iremos neste banco que ele deixou esta quantia de um dinheiro de um roubo, você vai sacar todo o dinheiro, e doar...
-Doar?
-Sim você irá doar este dinheiro, pois não lhe pertence, se você fosse devolver para as autoridades responsáveis você iria se envolver numa confusão não é? Poderia até ir preso. Seu pai esta morto, e este dinheiro não lhe fará ao banco. Pode ser que ele aceitou a Jesus,igual você me contou e se arrependeu, e antes de morrer, quis que você se livrasse deste dinheiro.
-É Lara isto tem sentido.
-Mas pode ser também que ele queria lhe dizer alguma coisa. Amanha vamos ao banco e doar este dinheiro a alguma instituição.
-Aqueles dias do julgamento do Robson fiquei horrorizada com a crueldade com os animaizinhos, o que acha de doar esta quantia para uma ONG que cuide de animais?
Olhei para ela realmente a minha esposa era sábia, seria um alívio, e de algum modo consertaria algum estrago, com esta atitude.
-Então combinado amor, amanhã vamos ao banco, encerraremos esta conta e doaremos este dinheiro para alguma ONG que cuide de animais.
No outro dia já acordados se arrumavam iriam no banco com combinado anteriormente. Lara dirigia o carro, e Nilmar no banco de carona olhava para ela tentando decifrar seus pensamentos, ela ao trocar uma marcha e outra olhava sorridente ao esposo.
-É neste banco?
-Sim...
Entraram no banco pediram para falar com um atendente o atendente lembrou que aquela conta rendera algum dinheiro pois não havia sido movimentada dês que foi criada. Nilmar disse que sacaria todo o valor da conta e encerraria a conta.
A atendente fazendo a transação olhava para os avisos no computador, chamou o gerente, ao ler um peculiar aviso...
O gerente veio e leu no computador o que aparecia na tela, olhando para Nilmar, Lara estava esperando sentada o marido fazer a transação.
Neste instante começou a chover forte, Lara olhava para fora preocupada com a chuva inesperada.
O gerente olhou de novo o aviso e relembrou.
-A sim, lembrei-me deste cliente que depositou este valor e deste aviso. (Na verdade o pai do Nilmar deu 'uma gorjeta para o gerente' pedindo para ele guardar uma carta em um cofre de penhores, o gerente achou estranho o pedido, mas em volto a 'gorjeta' aceitou tal pedido). E o aviso dizia:
-Quando encerrar esta conta favor entregar esta carta ao resgatante do valor.
E veio o Gerente com a tal carta que estava guardada como se fosse uma joia no cofre de penhor.
-Esta aqui este papel, quando esta conta foi aberta, fui instruído a entregar a quem finalizasse ela esta carta. Você esta resgatando o valor desta conta, então esta carta é sua.
Olhei para o gerente surpreso,com a carta que estava dentro de um envelope, escrito o meu nome.
Encerrei a conta e sai desconfiado pensei que fosse algo relacionado a aquele roubo ao caixa eletrônico. (Só o que me faltava vir querer acertar um erro do passado e sair daqui preso e algemado) pensou Nilmar. Sendo assim, foi o mais discreto possível.
-O que é isto? perguntava agora Lara para Nilmar, estavam na frente do Banco esperando a chuva passar.
-É uma carta que o meu pai me deixou.
Lara olhou curiosa com o que estava escrito...
-Não vai abrir e ler ela?
-Será Lara aqui? Não é melhor abrir em outro lugar?
Lara olhou para a chuva, estava bem forte, e não tinham trazido guarda chuva, logo deveriam esperar, e esperar com uma curiosidade em mãos era bem complicado.
-Abra Amor,desta vez eu que estou curiosa, o que será que esta escrito nesta carta? Abra, leia e me conte, assim esta chuva passa logo e vamos embora...
Nilmar abriu a carta, e começou a ler, ao ler o conteúdo da carta, Lara só o observara curiosa com as reações do seu esposo. Alguns momentos ele ficava triste, outros momentos parecia que iria chorar, em nenhum momento esboçou sorriso ou felicidade. A um momento da leitura ele abruptamente e com uma tranquilidade estranha começou a amassar a carta fazendo uma pequena bola de papel com a carta.
-E aí, amor, quer me contar o que estava escrito na carta?
Nilmar olhou uma poça d'água mirou nela e atacou a carta, ela mergulhava naquela poça d'água e a chuva ajudava a carta se dissolver e os dois a olhavam.
Nilmar abraçou a Lara, e disse:
-Eu te amo, Deus colocou você na minha vida, não importa muito o que estava escrito naquela carta, tanto que nem quis terminar de ler ela. Agora viverei uma nova vida, deixarei o passado no passado.
Lara abraçada escutou aquelas palavras do seu marido, a chuva era intensa, e realmente deveriam esperar...
-No começo daquela carta ele dizia que se eu estava resgatando aquele dinheiro é que não conseguira administrar a herança, que ele estava bem agora e rico e deixará uma esmola pra eu me virar. Até aí tudo bem amor, não poderia esperar outra coisa dele...
-Mas o que me fez amassar e jogar fora aquela carta e nem ler o conteúdo restante foi isto. Ele disse que não era o meu pai que casou com minha mãe e ela já estava grávida. Lara ao ler isto muita coisa fez sentido, nunca soube do ódio que ele sentia por mim. Deste modo muita coisa fez sentido para mim. Ele disse que eu era um estorvo na vida dele que minha mãe morrera de overdose, e a partir daí tinha que cuidar de um filho que não era dele.
-Mas porque você não quis ler o restante do conteúdo da carta? Falou Lara curiosa.
-Sabe porque Lara?
Porque eu já havia o perdoado no instante que vi onde ele foi parar, naquela ambulância eu pensava que a vida de algum modo foi cruel com ele, e que ele não teve um real encontro com Cristo, por isso eu fiz aquele apelo, e penso que se foi sincero o arrependimento dele ele foi salvo. Não me importo com o passado, esta carta quis trazer o passado. Preferi não saber deste passado. Por isso amassei e joguei ela ali.
Lara agora abraçava mais forte seu marido, feliz com o que escutava... Mas tudo o que ele dissera fez ela pensar no seu passado, sim ela precisava perdoar seu pai, mas era muito triste o que ocorrera com ela. Nilmar olhou para ela e a indagou:
-O que você esconde atrás destes lindos olhos azuis...
-Nilmar, com esta atitude sua fico feliz e cada vez mais apaixonada pelo seu caráter, não é fácil errar, não foi fácil para você perdoar seu pai naquela ambulância, e vendo você meu amor entendo que Deus lhe usa de um modo todo especial, aquele dia você fez um apelo para mim aceitar a Jesus. Agora estamos indo na Igreja, e você mesmo não sendo um pregador você fez este apelo para o seu pai, você conseguiu perdoa-lo em um momento único, era o perdão e o evangelismo, você fez os dois no mesmo instante, falando isto Lara chorou.
-Eu é que agradeço a Deus por ter conhecido você amor, estou aprendendo a perdoar e a amar com você.
A chuva tinha diminuído, Lara e Nilmar foram correndo ao carro, passou neste instante um carro e passou na poça d'água que eles jogaram tal carta, a água veio cair nos dois, eles riram da situação. Disse Lara:
-Agora vamos para casa combinei com a Nelma de ir na igreja hoje de noite, vou conversar com ela o que acha de irmos levar este dinheiro desta doação amanha para alguma ONG de animais?
-Pode ser amor...
**
Na Igreja Lara sentou com a Nelma, Lara já havia conversado com a prima por telefone, sobre o casamento surpresa e sobre o quanto estava feliz com seu amado esposo. Nelma havia contado que apesar da situação de desconforto que tornou o casamento ela casou do mesmo modo, entendeu que Deus quis daquele modo seu casamento. Estava feliz com o Robson.
-Lara estou muito feliz, agora casada, nem acredito!
-Eu também Nelma, parecia que meu casamento não iria sair aquele dia mas saiu.
-Você não existe casar numa delegacia, falava Nelma rindo.
-Eu sou determinada, o inimigo se levantou queria me ver solteirinha, mas olhe aqui, mostrava a aliança, estou casada, com o meu amado.
E Nelma olhava a amiga e dizia assim:
-E eu também, mostrando sua aliança muito bonita por sinal...
O pastor começava a pregação que a muitos parecia um enigma, Lara começava a escutar e prestar a atenção.
-Irmãos, arrependam-se dos seus pecados, você deve se arrepender e não voltar mais a praticar tal ato pecaminoso que te distancia de Deus.
O Sermão era intenso, Lara e Nelma escutavam ambas olhavam para os respectivos maridos Nilmar e Robson que sentavam nos bancos dos homens, davam sorrisos sutis e continuavam prestar atenção na mensagem.
-A pessoa que pratica um pecado e encobre ele e não se arrepende certamente voltará a pecar.
A pregação do Pastor ele sempre voltava a falar do versículo tema da mensagem. A igreja prestava a atenção não se ouvia nenhum cochichar entre os irmãos...
Aos olhos do Pai nada fica oculto Lucas 12:22
Lara escutava a mensagem e um frio inexplicável percorria a sua espinha.
E dizia Nelma a sua prima.
-É forte isto prima.
-É é forte é a palavra de Deus...
Lara foi para a casa, tomou um banho, os pensamentos de Lara estavam na conversa com seu esposo Nilmar, sobre como ele procederá com a tal carta, e o seu passado.
-Meu Deus, falava Lara deixando a água do chuveiro percorrer seu corpo, faz-me ensinar a perdoar, faz-me esquecer do meu passado. Pai amado obrigado por ter aprendido com a sua palavra hoje. O que quer que seja a ser revelado Pai revele a mim.
-Lara telefone para você, parece que é a sua mãe, falava Nilmar segurando o celular, levando próximo ao boxe...
-Minha mãe?
[continua]
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Prisão Capítulo 65


Por Waldryano | Para o blog Waldryano

Determinada
Capítulo 65

-Alô, quem fala, vejo que o telefone esta anônimo, quem me ligaria neste momento da minha vida, voltando para casa rejeitada dentro de um táxi?
A pessoa do outro lado demora a responder me deixando mais aflita do que estava, o taxista olha curioso e fingi não escutar, mas fica olhando pelo espelho o que esta acontecendo e quem esta me ligando.
-Você? É Você Nilmar? Como você pode ter deixado eu plantada naquele altar, como você PODE? Não queria casar comigo, você não me ama!
-Espere não aceito explicações, sempre fui paciente sempre te amei independente das circunstancias, do que me falavam, eu sempre te amei, e você me abandonou naquele altar, não quis casar comigo.
-Você tem uma explicação para tudo isto?
-Porque me diga por quê?
-Hã? Delegacia? Ajuda? Agora eu sirvo pra você?
-Seu pai? Só poderia ter o dedo dele...
-Morreu? Como assim?
Neste instante Lara interrompe um pouco a ligação, e conversa com o motorista.
-Você poderia parar o carro um pouco, estou com uma ligação séria, preciso entender melhor.
-Qual é o endereço Nilmar?
Estou indo, já chego aí num instante. Passava o endereço para o motorista, que prontamente mudava a rota. No caminho Lara viu uma loja de sapatos e comprou um sapato mais confortável, arrumou seu rosto, lavando-o estava preparada para o batente, mesmo com uma roupa não adequada. Olhou uma loja à frente e perguntou quanto custava um, sobretudo, a vendedora falou o preço e ela comprou, estava agora Lara pronta para mais um dia de rotina e falou.
Prometi para mim mesma nunca mais entrar numa delegacia, espero que tudo o que ele me disse no telefone seja verdade.
Na delegacia ela entrou direto falar com o delegado que conhecia Lara de outros casos, ele falou sobre o assalto, sobre o assaltante quase ter matado a refém, sobre o tiro e onde encaixava Nilmar naquilo tudo. Lara sorria. E o delegado a questionou:
-Porque o sorriso Lara, esse Nilmar pode estar envolvido com este criminoso, que o chamou as pressas no momento mais tenso do sequestro?
-Você me conhece delegado?
-Sim Lara eu te conheço de outros casos, e sei da sua competência, este rapaz parece ser cumprisse de um assaltante que infelizmente foi abatido por estar ameaçando a vida de uma refém, e esta refém agora mesmo esta passando por uma cesárea de emergência.
-Eu vou casar com este moço, eu o amo e ele é inocente, este pai dele há tempos esta sendo procurado pela justiça, e agora apareceu. Onde esta meu noivo.
O delegado ficou sem ação, o que a moça elegante acabara de dizer, confirmava o que o rapaz detido dissera outrora.
-Pode ir por aqui... E não sabia se mantinha o moço para depoimento ou se liberava-o.
**
Novamente estou em uma delegacia, meu pai, meu Deus , meu pai morto, eu não queria isto pra ele, queria que ele pagasse pelos seus crimes, a morte, meu Deus é muito sofrimento, um tiro, morrendo daquele modo dentro de uma ambulância...
Levanto meus olhos, e vejo vindo em minha direção o meu amor, espero que ela me perdoe e me entenda, foi algo rápido, instintivo, tive que estar naquele lugar, mas justo no momento que iria me casar?
-Meu amor!
Veio Lara com um rosto bravo com fúria nos olhos, e levantou a mão e me deu um tapa.
Senti a dor do tapa e fiquei sem reação.
-Nunca mais me dê um susto deste viu? E me abraçou e me beijou, eu não entendi nada só queria beijar a minha linda mulher.
-Desculpe amor, eu nunca que queria uma situação desta, desculpe, desculpe...
-E o seu pai? Como foi? Já disse Lara mais calma... Você sabia que não encontram nenhuma identificação dele? Nada, falei para eles usarem a sua identidade e me disseram que o nome e a identificação do seu pai não existem em nenhum registro Nilmar, é como se ele nunca existisse, antes de vir ver você aqui, pediram ajuda nisto, mas é como se tudo que fosse sobre seu pai misteriosamente foi apagado...
Olhei para Lara, e pensei: Com certeza ele deve ter feito isto quando se distanciou de mim: Mas ela falou algo que me deixou pensativo na minha identidade, tinha o nome dele, e agora ela dizendo que o nome e o registro dele não existiam em lugar algum? O que ocorrera não poderia interferir na minha identidade, pensava e repensava e veio a minha mente a Frase, a última frase do meu pai antes de morrer. –Vá ao banco.
-Mas não importa muito Nilmar, agora teremos que correr atrás de velório, é complicado Não é? Precisávamos saber o nome...
-Desculpe Nilmar o tapa, sei que você deve estar sofrendo pela morte do seu pai. Mas custava ligar? Custava?
Desculpe amor foi tudo muito rápido nem sei o que estou fazendo aqui, vou ter que ficar preso?
Lara olhava lá na frente e gesticulava sinais com o delegado que demonstrava que o rapaz iria ser solto graças ao depoimento e o prestigio de Lara.
-Nilmar esta meio confuso este caso, mas vão te liberar, pra casar comigo o que acha?
Nilmar olhou sem entender estava confuso, e sem saber o que pensar ou responder...
Amor sinto muito sei que o casamento passou e infelizmente eu acabei com o seu sonho de casar...
-Acabou? Querido aprendi com a vida ser forte e prática, não é um desencontro que vai abalar minhas estruturas...
-Você quer casar comigo? Olhava Lara para Nilmar
-É o que mais quero nesta vida amor.
-Agora?
-Como assim. Pensei tantas emoções a deixou meio tantã das idéias, mas não não me parecia que ela estava brincando ou falando algo irreal parecia sério.
-Olhe Nilmar, já conversei com o delegado ele vai te liberar, amanhã será um dia de muita correria, você terá de oficializar o velório do seu pai, eu sei que estou sendo um pouquinho egoísta com meus sentimentos, mas queria casar estava prontinha pra casar e vou casar.
Eu olhei para a mulher determinada que estava na minha frente... Você e eu já estamos arrumadinhos, uma ligação que eu faça e vem um certo juiz que deve um favor, duas testemunhas bastam, e rapidinho encontro...
-Casamos aqui e agora?
-Fiquei sem chão, como assim? Casar numa delegacia? Mas olhava para os olhos dela, sim casaria com aquela mulher em qualquer lugar, e se tudo levou-nos a este casamento inusitado, da minha boca só poderia sair estas duas palavrinhas.
-Sim, caso!
E foi algo surpreendente, demorou uns quinze minutos estava eu dizendo sim na frente de um juiz de paz, cederam uma sala para o nosso casamento, policiais serventes, e dois presos algemados foram os nossos convidados. O delegado e mais um policial foram os padrinhos e as testemunhas...
-Um policial disse assim baixinho. –Que mulher igual a esta não existe cuide bem dela...
Ele não falou com lascívia coisa do tipo, ele falou da garra dela da sua determinação assim entendi.
No outro dia já estava acordando na cama com a mulher da minha vida. Parecia um sonho regado com um pesadelo, acordado de novo e estava sonhando.
-Amor, perdão por tudo ta, te amo.
-Pare de ser bobo Nilmar entendi perfeitamente, eu que te peço perdão por aquele tapa. Você não sabe por o que eu passei, doeu mais em mim do que em você.
Agora terei de fazer algo triste...
Entendo, levantava-se Lara enrolando-se no lençol estavam oficialmente casados, Lara optou por desligar o seu celular, queria ficar a sós com seu marido, estavam os dois na casa do Nilmar.
-Sou sua esposa agora Nilmar sua companheira, o que quer que seja resolveremos isto junto. E foram os dois ao necrotério, não teve jeito não encontraram identificação e nada que reconhecesse a identidade do pai do Nilmar, precisavam deslocar o corpo rápido ao cemitério, ficando aberto uma investigação para descobrir este impasse.
No outro dia...
-É triste enterrar o pai da gente com o um indigente...
-Mas vocês não tinham parentes? Nada? Perguntava Lara comovida com a situação...
-Não, vivíamos naquela cidade bem sozinhos, meu pai bebia aprontava, até foi preso, neste tempo foi terrível para mim pois tive que morar num internato, mas são águas passadas, meu passado esta aqui na minha frente, falava olhando uma lapide simples. Nilmar custeou todas as despesas quis fazer algo rápido, deixou uma rosa vermelha em cima da lápide.
-É melhor assim, sem velório, sem muitas lembranças, e chorou...
-Ainda bem que agora eu tenho você, meu amor que veio no momento que eu mais precisava.
Lara olhava o seu agora marido sofrendo com um pai, que o fizera sofrer tanto, e logo disse.
-Agora você esta liberto desta prisão. Era inevitável a Lara ao falar do pai do seu esposo, e relembrar de tudo que passara com seu pai, por mais que tentasse esquecer ela não conseguia, seus pensamentos voltas e meia ficavam aprisionados ao passado. 
-Sim Lara, disse Nilmar já saindo daquele cemitério...
-Sabe Lara ele antes de morrer me disse assim: - Vá ao Banco...
Eu pensei muito, sobre isto, e agora estou começando a entender o que ele quis dizer com isto, lá em casa conto pra você é uma história que me envergonha, mas eu não quero ter nenhum segredo com você. Pois te amo e confio todos os meus segredos a você.
[continua]

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