Prisão Capítulo 34


Por Waldryano | Para o blog Waldryano

Capítulo 34
Um sabonete

O policial trouxe meus pertences, tinha três pacotes de sabonetes, uma pasta de dente escova,e vários objetos pessoais, toalhas roupas intimas e para a minha surpresa a Bíblia da Nelma, olhei para a Bíblia e lembrei de sábado a noite que vi ela com aquela Bíblia, embaixo do Braço...
- Sua namoradinha disse para você ler Jó. Agora tome aqui esta uma correria, dizia o policial, uns malucos assaltaram um caixa eletrônico, e o pior o nossos superiores querem que resolvamos este caso.
Escutei o que ele disse, e gelei-me todo.
-Será que foi o pai do Nilmar e o Nilmar,que assaltaram um caixa eletrônico? O policial sem eu perguntar foi me dizendo:
-Você acredita muleque que roubaram seiscentos mil reais do banco? E olhe que aqui sempre foi tranquilo. É Você atirando no amigo,e agora esses assaltantes de caixa eletrônico!
A propósito esta no jornal,vou deixar pra você ver daqui a pouco eu busco. Neste jornal estava uma foto minha escrita, Jovem meliante é preso após sair do culto, por atirar no melhor amigo. (Melhor amigo? noticia sensacionalista, nem conhecia bem o Zecão!) e abaixo assalto ao caixa eletrônico no centro da cidade, e ao ler as noticias vi que poderia mesmo o Nilmar e o seu pai os feitores daquele crime...
-Fiquei quieto, fui ao canto arrumar meus pertences, e observei que os sabonetes estavam abertos,e vi que tinha um palito de dentes em cada um deles. Em um estava escrito: Amor eu te amo muito muito muito. Nelma. Escrito rusticamente no sabonete. Eu dei uma risada,alegre. Um preso da outra cela, logo gritou:
- ih... ficou louco. 
Dei outra risada, passava os dedos na escrita naquele sabonete, como se tocasse o Rosto da Nelma com as mãos.
No outro estava escrito: escreva os dias que ficará aqui, confesso que caiu a ficha, que iria ficar preso, e não sabia quantos dias, um mês, um ano, uma semana?
Mais tarde alimentei-me de marmita gelada, enrolei e joguei no lixo, estava me acostumando com a nova rotina. Fui ao banho, o banheiro era uma especie de coxia, (lugar onde deixam cavalos) todo feito de cimento,com um vaso sanitário. Liguei a água, estava gelada,fui na frente da cela pedir para virem o que ocorria. Veio o policial que cuida das celas e disse:
-Aqui a água é gelada, outro preso,que  já havia gritado disse: -É bebezão vai se acostumando... Lembrei do Nilmar, que falava do mesmo modo...
-O policial também disse: -Vai se acostumando, aproveite e leia aquela Bíblia, que fará o tempo passar depressa, pois aqui o tempo parece passar devagar...
-Fui ao banho, gelado, a água descia pelo meu corpo, foi rapidíssimo não estava acostumado com aquela situação aberto exposto... 
Enrolei meus pés na fina coberta que tinha e comecei a ler a Bíblia, orei, e antes do sono vir, senti o perfume do sabonete que a Nelma me trouxe-la. Amanhã é o dia das visitas, me animei pensando:
-Sim, meu pai e a minha mão virão me ver, o sono vinha forte, e naquela noite dormi com mais tranquilidade.

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