Ao longo dos meus 42 anos, busco ser feliz de modo experimental. Sinto que a felicidade já é uma realidade.
Devo ter sido feliz em alguns momentos da minha vida. Quando me casei foi surreal. Nunca imaginei casar na igreja, com terno alugado. Fiz tudo como o figurino mandava. Fiquei nervoso ao receber os convidados. A noiva, toda lindona... Todo o nervosismo serviu para deixar o momento inesquecível. Foi isto a felicidade?
Demorou alguns anos e a Thauany nasceu. O nascimento dela foi outro momento inesquecível. Parecia que eu estava em um filme, pois tudo parecia surreal também. Angústia, emoção, tudo dosado na medida certa... Era isto a felicidade?
Com o passar do tempo, descobri que minha testosterona estava em 140. Isso era lá pelos meus 34 anos. Eu poderia tentar encontrar o relato no meu blog para verificar como estava me sentindo naquele tempo. Clinicamente falando, estava bem depressivo. Vivia triste, isso é fato. A felicidade pode ser extirpada de modo vil, hormonal.
Fiz a reposição e, desde então, estou refém das agulhadas. A felicidade se tornou, para mim, um experimento. Se não mantiver uma constante, viverei triste, pois a felicidade é uma dosagem de Durateston.
Quem sabe o que eu passo? Somente quem vive igual. Aos meus 42 anos, vejo a queda de cabelo, a dor nas costas e vejo que a vida é boa. Preciso aprender a amar e a gostar.
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| 8 de julho de 2023 |

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