24.11.25

A correria do dia-dia nos leva a caminhos que não pensávamos ser capazes de criar receitas  e usar nossa criatividade.
Comecei a criar algo que fosse ao mesmo tempo apetitoso e visualmente atraente.
Toda comida  primeiro a gente come com os olhos que nos envia uma mensagem ao cérebro.
Informando que aquilo que você esta vendo é aquilo que você quer comer.

 

23.11.25

A vida Passa



Visitante inesperado 
Quando chegou estava morimnundo...
Fez eu ter várias indagações.. 
Seria uma cigarra fim de vida
Vindo ao meu quarto  fazer a última serenata, ou concerto, ou somente atrapalhou-se voou entrou na janela errada e cá aqui está..

Coloquei no copo que aparece na foto. 
E levei ao meu pequeno jardim, 

Retroativo a isto, vim aqui
Filosofar sobre o passear da cigarra. 

A vida passa, fato. Passa. 

11.11.25

🌥️ Olhando para as Nuvens do Céu

A cadeira de rodas rangia suavemente sobre o pavimento ligeiramente irregular, um som abafado pela brisa fresca do outono. Dona Aurora apertava as mãos enrugadas no colo, sentindo o leve empurrão das mãos firmes de seu filho, Ricardo, nas alças da cadeira. O cheiro de folhas secas pairava no ar.

— Estamos quase chegando, mamãe — disse Ricardo, a voz baixa, embora ela soubesse que ele se esforçava para parecer casual.

Dona Aurora não respondeu, mas inclinou a cabeça para trás, erguendo o olhar. O céu de um azul pálido estava pontilhado de nuvens brancas e macias, algumas longas e finas como pinceladas de algodão, outras volumosas como montanhas distantes.

Nuvens...

Em sua mente, a viagem para o Asilo Recanto da Serenidade se desdobrou em um filme silencioso, projetado no teto azul do mundo.

Viu a si mesma, ainda menina, deitada na grama do quintal, tentando adivinhar formas nos cúmulos. Lembro-se daquele dia em que jurou ter visto um castelo altíssimo e um dragão.

Ah, a infância... era o sabor da goiabada da vovó e o cheiro de terra molhada.

O asfalto sob as rodas mudou para uma calçada mais lisa. A realidade retornou por um instante. Ela estava sendo levada para o seu último lar. Não era o desfecho que ela havia imaginado nos seus dias mais jovens, mas quem alguma vez consegue moldar o destino?

Lembrou-se do dia do seu casamento com Manuel. O dia estava tão ensolarado! As nuvens eram quase invisíveis, ofuscadas pela felicidade brilhante que a envolvia. A nuvem que ela se recusava a ver era a sombra da guerra que levou seu jovem marido cedo demais.

Fechou os olhos por um segundo. A dor era antiga, mas ainda a tocava. No entanto, ela abriu os olhos rapidamente, forçando-se a olhar novamente para o céu. Não se podia viver na escuridão de uma dor de meio século.

— Você está bem, mamãe? — perguntou Ricardo, parando um momento.

— Estou apenas apreciando o espetáculo — ela respondeu, com um fio de voz que ainda carregava a doçura do sul.

O espetáculo da vida, pensou. Depois de Manuel, vieram os anos de trabalho árduo, as madrugadas na fábrica, a criação de Ricardo sozinha. Não foi fácil. Não houve príncipes, apenas o peso das responsabilidades. Mas olhe para Ricardo! Um homem bom, gentil, com a força de Manuel e a sua própria teimosia.

As nuvens de tempestade também passam, e depois o céu fica limpo, mais azul do que antes.

Ela pensou no asilo. Ricardo tinha lhe falado sobre o jardim florido, a biblioteca aconchegante, as outras senhoras e senhores com quem ela poderia conversar. Talvez fosse bom. Um lugar para descansar, para finalmente não ter que se preocupar em cozinhar, limpar ou cuidar de si. Talvez fosse como o último capítulo de um livro bem escrito: a resolução, a calma final antes de fechar a capa.

A nova vista.

Ela imaginou a janela do seu novo quarto. Olharia para as nuvens todos os dias, mas de uma perspectiva diferente. Um lugar de paz onde as memórias poderiam ser saboreadas, não mais carregadas. Ricardo não a estava abandonando; ele a estava colocando em um casulo de segurança. E o amor deles continuaria, forte e inabalável.

O asilo surgiu à vista, uma construção grande e elegante, aninhada em meio a árvores altas. Eles pararam na porta. Ricardo ajoelhou-se ao lado da cadeira, segurando sua mão. Os olhos dele estavam marejados.

— Eu virei vê-la todos os dias, mamãe. Eu prometo.

Dona Aurora apertou-lhe a mão e sorriu, um sorriso genuíno que não dava há meses.

— Eu sei, meu filho. Agora me deixe entrar. Tenho muitas nuvens para observar.


Dez anos depois.

O tempo tinha sido gentil, na medida do possível. Dona Aurora estava com noventa e nove anos. O corpo cansado, mas a mente límpida. Todas as tardes, pontualmente às quatro e meia, ela se sentava em sua cadeira de rodas favorita, perto da janela do salão, com vista para a longa estrada de acesso do asilo.

Ela olhava para o céu, para as nuvens.

Hoje, elas estavam dispersas e douradas, banhadas pela luz do entardecer. Ela via formas que não tentava mais decifrar, apenas apreciava a sua beleza fugaz.

A promessa de Ricardo não havia sido cumprida à risca; a vida dele tinha se tornado agitada, e as visitas, embora sempre atenciosas, eram mais raras do que ele gostaria. Mas ela não guardava rancor. O amor era paciente.

De repente, ela sentiu aquele aperto familiar de antecipação no peito. Não a excitação da juventude, mas a cálida certeza do reencontro. Os olhos de Dona Aurora, cansados, mas focados, fixaram-se no horizonte da estrada.

Lá estava.

Um carro azul-marinho, pequeno e familiar, virando a curva. Não era o carro mais moderno, mas era o carro dele. O carro de Ricardo.

O coração de Dona Aurora deu um salto, tão leve quanto uma pluma. Ela sorriu para as nuvens douradas, que pareciam ter esperado por este momento. Ele tinha vindo.

Ela endireitou-se na cadeira. Aos noventa e nove anos, com o céu a pintar o mundo de esperança, Dona Aurora esperou que seu filho viesse buscá-la para, pelo menos, uma hora de conversa. E soube, então, que as mais belas nuvens de sua vida ainda estavam por vir.



7.11.25

fotos do meu dia

 



⚛️ A Chama Eterna de Hefesto: O Conto da Fusão Nuclear

⚛️ A Chama Eterna de Hefesto: O Conto da Fusão Nuclear

A humanidade sempre olhou para o céu e viu o Sol: uma fornalha de hidrogênio, a promessa de energia infinita e limpa. Por séculos, o sonho de replicar essa alquimia estelar na Terra, a fusão nuclear, foi o Santo Graal da física. A teoria era elegante: juntar núcleos leves, como o deutério e o trítio (isótopos do hidrogênio), para formar um núcleo mais pesado, liberando uma quantidade colossal de energia no processo — o mesmo que alimenta as estrelas.

O desafio, contudo, era hercúleo: o plasma de hidrogênio precisava ser aquecido a mais de 100 milhões de graus Celsius, uma temperatura que vaporizaria qualquer material conhecido. E, uma vez aquecido, precisava ser contido e mantido estável por tempo suficiente para que a reação de fusão gerasse mais energia do que a consumida para iniciá-la (o famoso ganho energético positivo). Cientistas de todo o mundo, unidos em consórcios internacionais como o ITER, tentavam domar esse "Sol Artificial" usando reatores chamados Tokamaks, que usavam poderosos campos magnéticos para levitar e isolar o plasma superquente. Décadas se passaram, e o ganho positivo permanecia um fantasma, a meta sempre a "próxima década".


🐉 O Despertar do Dragão: A Fusão no Coração de Xangai

Então, veio o ano de 2077. O mundo já estava cansado das promessas quebradas e dos subsídios de energia verde que mal cobriam a demanda crescente. Foi nesse cenário de ceticismo que a Academia Chinesa de Ciências de Fusão (ACCF), uma entidade com recursos e foco militar-científico sem precedentes, fez seu anúncio.

Não era mais um recorde de tempo de plasma. Não era um ganho marginal. Era a Injeção de Ganhos Sustentados (IGS).

O avanço era puro Hard Sci-Fi. A ACCF, liderada pela Dra. Mei Lin, não se limitou aos Tokamaks convencionais. Eles desenvolveram o Reator de Confinamento Inercial Magnético Híbrido (RCIMH), apelidado de "Pangu-1" (em homenagem ao gigante criador na mitologia chinesa).

Detalhe Hard Sci-Fi: O Pangu-1 usava uma matriz de Supercondutores de Alta Temperatura (SAT) baseados em hidretos de ferro-níquel sob pressão extrema para gerar um campo magnético de 45 Tesla. Esse campo não só confinava o plasma de deutério-trítio, mas o comprimia adiabaticamente em um regime de densidade nunca antes alcançado. A estabilidade do plasma era mantida por um sistema de Algoritmos de Otimização Quântica (AOQ), um subproduto da sua pesquisa em computação quântica. O AOQ antecipava e corrigia as instabilidades do plasma (Modos de Desprendimento de Borda - MDB) em nanossegundos, garantindo que a reação de fusão atingisse um fator de amplificação de energia Q de 30 de forma contínua. Em termos leigos: o Pangu-1 produzia trinta vezes mais energia do que consumia para funcionar.

A China não apenas dominou a fusão nuclear, ela a estabilizou. A energia limpa, barata e praticamente ilimitada não era mais uma utopia.


⚡ O Novo Mandato do Céu: A Ascensão Global

O impacto foi imediato e sísmico.

  1. Revolução Energética Total: Em menos de cinco anos, a rede elétrica chinesa foi completamente descarbonizada. A energia era tão abundante e barata que o custo do Quilowatt-hora tendeu ao zero. O acesso à energia deixou de ser um problema social e econômico.

  2. Ascensão Industrial: Com energia praticamente gratuita, a China se tornou o único lugar economicamente viável para indústrias de alto consumo, como a produção de hidrogênio verde, a dessalinização maciça e a mineração de asteroides (o RCIMH de porte menor era perfeito para propulsão de naves). As fábricas ocidentais, presas aos custos da fissão ou aos flutuantes preços das renováveis, entraram em colapso.

  3. Domínio Global: A China, agora, controlava o recurso mais essencial da civilização: a energia. O mundo implorava por licenças do RCIMH. A Doutrina do Novo Mandato de Pequim era simples: o acesso à energia de fusão era condicionado à adoção de sua moeda digital global e à submissão a uma nova estrutura de comércio e diplomacia.

O Ocidente tentou copiar o Pangu-1, mas a complexidade dos SATs e a sofisticação intransponível dos AOQs chineses mantiveram o segredo guardado a sete chaves. A China não disparou um único tiro. Ela apenas acendeu um Sol.

Em 2090, a República Popular da Esfera de Prosperidade Global (nome dado ao novo bloco de nações liderado por Pequim) estava estabelecida. Com suas cidades iluminadas por energia estelar, transportes voando em propulsores de fusão e um padrão de vida invejável, a China havia conquistado o planeta, não pela força bruta, mas pela supremacia tecnológica absoluta. O sonho de Confúcio, de uma harmonia social, havia se realizado, ironicamente, por meio da física nuclear mais avançada do universo. O dragão não apenas despertou, ele se fundiu com a própria fonte de poder das estrelas, e agora, o cosmos era seu. 



5.11.25

🎬 Resenha Pássaro Branco; Filme e livro R. J. Palacio

Resenha: Pássaro Branco – R. J. Palacio

O livro Pássaro Branco, escrito por R. J. Palacio, autora do sucesso Extraordinário, é uma obra sensível e profunda que mistura ficção histórica e drama humano. Publicado em 2019, o livro expande o universo de Extraordinário ao contar a história da avó de Julian, um dos personagens da obra original, revelando suas experiências durante a Segunda Guerra Mundial.

Diferente do tom contemporâneo de Extraordinário, Pássaro Branco mergulha no passado sombrio da Europa ocupada pelos nazistas, narrando os horrores da perseguição aos judeus e a força da compaixão humana em meio à barbárie. A história é contada pela própria avó de Julian, Sara Blum, uma jovem judia que vive na França durante a ocupação alemã. Quando os nazistas começam a prender os judeus, ela é obrigada a se esconder, sendo salva por Julien Beaumier, um colega de escola que, apesar de ter uma deficiência física, mostra coragem e bondade ao abrigá-la em um celeiro durante anos.

O enredo é construído de forma delicada e com um ritmo emocional intenso. R. J. Palacio utiliza elementos gráficos e narrativos de romance ilustrado — há uma forte presença visual, como se cada página fosse uma lembrança desenhada da memória de Sara. A autora, mais uma vez, mostra sua habilidade de tratar temas complexos — como preconceito, guerra e empatia — com uma linguagem acessível e tocante, capaz de alcançar leitores jovens e adultos.

O título Pássaro Branco tem um significado simbólico. Ele representa a liberdade, a esperança e a pureza dos sentimentos humanos mesmo em tempos de escuridão. Ao longo da narrativa, o pássaro torna-se um símbolo recorrente daquilo que o ódio não pode aprisionar: a capacidade de amar e acreditar na bondade.

Além da história de sobrevivência, o livro também provoca uma reflexão sobre o poder da memória e a importância de contar histórias. Ao narrar suas lembranças ao neto, Sara ensina que conhecer o passado é essencial para evitar que os mesmos erros se repitam. Assim, Pássaro Branco se transforma em uma verdadeira lição de empatia e resistência.

Em síntese, Pássaro Branco é um livro que emociona e educa. Através de uma narrativa sensível e ilustrações belíssimas, R. J. Palacio consegue transmitir uma mensagem atemporal: mesmo nos momentos mais sombrios da humanidade, há luz na bondade e coragem de quem escolhe proteger o outro.

É uma leitura recomendada não apenas para quem já se encantou com Extraordinário, mas para todos que acreditam que a literatura pode — e deve — ser uma ferramenta de memória, humanidade e transformação.

O filme “Pássaro Branco” (White Bird), lançado em 2023, é uma adaptação cinematográfica do livro homônimo de R. J. Palacio, autora de Extraordinário. Assim como a obra literária, o longa mergulha na história da avó de Julian, personagem que havia aparecido brevemente no universo de Extraordinário, e traz uma poderosa mensagem sobre empatia, coragem e o poder da bondade em tempos de ódio.

🌿 Enredo e contexto histórico

A trama se passa em dois tempos. No presente, Julian Albans, adolescente que antes havia praticado bullying com o protagonista de Extraordinário, visita sua avó, Sara Blum, para uma conversa transformadora. É então que ela começa a contar a história de sua juventude, durante a Segunda Guerra Mundial, quando era uma menina judia escondida na França ocupada pelos nazistas.

Ao longo do filme, conhecemos a jovem Sara (interpretada por Ariella Glaser) e o garoto Julien Beaumier (Orlando Schwerdt) — um colega de escola rejeitado por ser considerado “diferente”. Quando os soldados nazistas invadem a vila e passam a perseguir judeus, Julien e sua família decidem esconder Sara em seu celeiro, arriscando a própria vida para protegê-la.

🎭 Elenco e atuações

O elenco conta com Helen Mirren no papel da idosa Sara Blum, uma escolha que traz peso e emoção à narrativa. Sua interpretação dá vida à memória e à dor do passado, mas também à sabedoria e à esperança de quem sobreviveu. Os jovens atores entregam performances sinceras, e a química entre eles reforça o contraste entre inocência e brutalidade em tempos de guerra.

🎬 Estilo visual e direção

Dirigido por Marc Forster — o mesmo diretor de Em Busca da Terra do Nunca e Christopher Robin —, o filme adota uma estética poética e melancólica, com tons suaves e luz difusa que lembram o estilo visual do livro ilustrado. As cenas do passado são filmadas com um toque quase etéreo, como se fossem lembranças flutuando entre sonho e realidade.

💭 Temas e mensagem

Assim como o livro, o filme aborda tolerância, preconceito e empatia, mostrando que mesmo em meio à escuridão da guerra, o bem pode florescer através de pequenos gestos. A história também reforça a importância de lembrar o passado, especialmente diante do crescimento da intolerância e do negacionismo histórico no mundo atual.

Conclusão

Pássaro Branco é um filme sensível, de forte carga emocional e visualmente tocante. Ele se destaca não apenas como um drama histórico, mas também como uma continuação moral de Extraordinário — uma lição sobre como o perdão e a compaixão podem mudar tanto quem recebe quanto quem oferece.

É uma obra recomendada para famílias, escolas e todos que se interessam por histórias humanas ambientadas na Segunda Guerra Mundial, com o foco no amor e na esperança em meio à tragédia.



 

4.11.25

Como Morreram os Apóstolos: Uma Análise Histórica e Científica das Execuções Apostólicas

 

1. Introdução

Ao longo dos séculos, a morte dos apóstolos de Jesus Cristo foi envolta em tradições, registros históricos fragmentados e interpretações teológicas. Embora parte dessas narrativas provenha de fontes religiosas, há também registros históricos e arqueológicos que oferecem uma leitura mais objetiva sobre o destino desses homens.
Este artigo analisa, sob um olhar científico e histórico, as condições físicas, sociopolíticas e metodológicas das mortes dos apóstolos, destacando o caráter violento e exemplar que marcou o início do cristianismo.


2. Contexto Histórico: Cristianismo sob Perseguição

Entre os séculos I e II d.C., o Império Romano via o cristianismo como uma seita subversiva. As execuções públicas de líderes cristãos serviam tanto como punição quanto como forma de dissuasão política.
A tortura e o martírio eram mecanismos de controle social, e as técnicas aplicadas seguiam os métodos da época: crucificação, decapitação, apedrejamento e suplício por instrumentos cortantes.


3. As Mortes dos Apóstolos: Uma Revisão Documental

3.1. Pedro (Simão Pedro)

  • Método de morte: Crucificação de cabeça para baixo, em Roma.

  • Contexto: Executado durante o reinado de Nero (c. 64 d.C.), após o grande incêndio de Roma.

  • Aspecto físico: A inversão do corpo prolongava a agonia, provocando congestão sanguínea cerebral e asfixia lenta.

  • Fonte: Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica, século IV.


3.2. André

  • Método: Crucificação em cruz em formato de “X” (chamada “cruz de Santo André”).

  • Descrição anatômica: A posição diagonal ampliava a tração nos tendões e músculos, levando à falência respiratória por compressão torácica.

  • Local: Patras, Grécia.


3.3. Tiago, filho de Zebedeu

  • Método: Decapitação.

  • Contexto histórico: Único apóstolo cuja morte é relatada nos Atos dos Apóstolos (12:2).

  • Mecanismo fisiológico: Corte rápido entre C3 e C4 causa morte instantânea por interrupção da medula espinhal.

  • Local: Jerusalém.


3.4. João, o Evangelista

  • Método: Natural, por idade avançada (único que não foi martirizado).

  • Registros: Teria morrido em Éfeso, por volta de 100 d.C.

  • Análise científica: Sua longevidade pode indicar boa saúde, dieta mediterrânea e afastamento das zonas de conflito.


3.5. Filipe

  • Método: Crucificação ou apedrejamento (há divergências).

  • Relatos: Morreu em Hierápolis (atual Turquia), durante perseguições locais.

  • Aspecto visual: Fontes indicam espancamento prévio antes da execução — um padrão comum nos suplícios romanos.


3.6. Bartolomeu (Natanael)

  • Método: Esfolamento vivo e posterior decapitação.

  • Contexto: Executado na Armênia por pregar contra o culto pagão.

  • Descrição anatômica: A remoção da pele, feita com lâminas curvas, levava à exsanguinação e choque hipovolêmico em minutos.

  • Símbolo visual: Muitas pinturas o retratam segurando a própria pele, uma alegoria ao martírio físico e espiritual.


3.7. Tomé (Dídimo)

  • Método: Transpassado por lanças.

  • Local: Meliapor (Índia).

  • Descrição científica: Lesões múltiplas perfurantes causam colapso pulmonar e hemorragia interna severa.

  • Análise cultural: Sua morte simboliza o confronto entre fé e empirismo — Tomé, o “incrédulo”, morre atravessado pela prova de sua fé.


3.8. Tiago, filho de Alfeu

  • Método: Apedrejamento e posterior golpe fatal na cabeça com bastão.

  • Contexto: Condenado pelo Sinédrio, possivelmente em Jerusalém.

  • Aspecto técnico: O trauma craniano resultante de impacto contundente era típico das execuções judaicas.


3.9. Simão, o Zelote

  • Método: Serrado ao meio, verticalmente.

  • Local: Pérsia.

  • Descrição anatômica: Morte lenta por hemorragia e choque neurogênico — método usado para inspirar medo entre conversos locais.


3.10. Judas Tadeu

  • Método: Golpeado até a morte com porretes.

  • Local: Armênia.

  • Evidência: Tradições iconográficas mostram-no com uma clava, símbolo de sua forma de martírio.


3.11. Mateus (Levi)

  • Método: Alvejado por espadas.

  • Local: Etiópia.

  • Análise: Ferimentos cortantes múltiplos — padrão de execução militar — indicam morte rápida por hemorragia.


4. Conclusão: O Corpo como Símbolo de Resistência

Do ponto de vista científico, os métodos de execução aplicados aos apóstolos revelam um sistema punitivo baseado na exibição do sofrimento humano.
Cada morte foi desenhada para comunicar um poder político e moral.
Contudo, a resistência dos apóstolos transformou a dor em testemunho, e a exposição de seus corpos tornou-se um símbolo visual de fé e resiliência histórica.



5. Referências

  • Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica.

  • Flávio Josefo, Antiguidades Judaicas.

  • Foxe, John. Book of Martyrs.

  • Brown, Raymond E. The Death of the Messiah.

  • McBirnie, William S. The Search for the Twelve Apostles.



Busca experimental para ser feliz

Ao longo dos meus 42 anos, busco ser feliz de modo experimental. Sinto que a felicidade já é uma realidade.

Devo ter sido feliz em alguns momentos da minha vida. Quando me casei foi surreal. Nunca imaginei casar na igreja, com terno alugado. Fiz tudo como o figurino mandava. Fiquei nervoso ao receber os convidados. A noiva, toda lindona... Todo o nervosismo serviu para deixar o momento inesquecível. Foi isto a felicidade?

Demorou alguns anos e a Thauany nasceu. O nascimento dela foi outro momento inesquecível. Parecia que eu estava em um filme, pois tudo parecia surreal também. Angústia, emoção, tudo dosado na medida certa... Era isto a felicidade?

Com o passar do tempo, descobri que minha testosterona estava em 140. Isso era lá pelos meus 34 anos. Eu poderia tentar encontrar o relato no meu blog para verificar como estava me sentindo naquele tempo. Clinicamente falando, estava bem depressivo. Vivia triste, isso é fato. A felicidade pode ser extirpada de modo vil, hormonal.

Fiz a reposição e, desde então, estou refém das agulhadas. A felicidade se tornou, para mim, um experimento. Se não mantiver uma constante, viverei triste, pois a felicidade é uma dosagem de Durateston.

Quem sabe o que eu passo? Somente quem vive igual. Aos meus 42 anos, vejo a queda de cabelo, a dor nas costas e vejo que a vida é boa. Preciso aprender a amar e a gostar.

8 de julho de 2023


Uma Parceria de Sucesso: O Impacto Espiritual de Christine D’Clario e Gabriela Rocha

  No cenário da música cristã contemporânea, poucas uniões foram tão aguardadas e celebradas quanto o encontro entre Christine D’Clario e G...