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1.10.15

Prisão Capítulo 48


Por Waldryano | Para o blog Waldryano
Sexta Feira, Antes do tiro no campo de eucalipto...
Capítulo 48

Flash back
-Pai,vamos de novo naquele lugar, falava Nilmar para o seu pai dentro do corcel possivelmente roubado.
-Sim filho, hoje será a tua prova final...
E dirigia Nilmar, seu pai ao lado o acompanhando.
-E hoje você vai graduar! Hoje vamos ver filho, ver se meu filhinho é homem de verdade! E passava as mãos na minha cabeça.
-Pare pai, veja... estou dirigindo.
-A sim filho concentra na direção.
E olhava para o meu pai, realmente o que aconteceu comigo foi humilhante merecia uma vingança aquele Zecão me surrou me humilhou... Mulheres, sempre por causa delas a gente se envolve em confusões.
Nilmar havia 'ficado' com a menina do Zecão, ele e a sua gangue depois de descobrir tal fato, o surraram na escola e a humilhação foi constante após o ocorrido, tanto que Nilmar teve que mudar de escola.
Meu pai me olhava, eu dirigia, quase chegando ao local que iríamos fazer aquelas aulas exaustivas de tiro, naquelas latas, o pai disse pra mim.
-Você tem que dar um susto nele! Senão ele nunca irá parar.
-Ele te humilhou, toda a escola viu.
Meu pai também falava pra mim.
-Não criei filho pra apanhar na escola, nem pra ficar na cola de amiguinho mimado que tem tudo.
Sim, sempre quis ter a vida do Robson, as roupas do Robson, e as garotas dele também! Porque ele tem tudo e eu nada. A minha vontade é de acabar com a vida de duas pessoas, do Zecão que me humilhou, e do Robson que fica 'pagando na minha cabeça' com aquelas roupas caras, e o carro? Sim o carro.
Ele com aquele gol, sai pra lá e pra cá, as meninas adoram!
Eu com esse corcel velho!
E o meu pai dizia:
-Quase chegando, e passava a mão no bingo que estava no seu colo, e eu não entendia o porque o pai trazia dois cachorrinhos dentro de 'gaiolas de veterinário' estavam atrás do banco.
Pai, porque você esta trazendo esses dois cachorrinhos e porque ele estão sedados?
Sim eles estavam sedados, sabe, meu pai trabalhava em uma veterinária de lavar cachorro, ele odiava o seu serviço, e me lembro bem que ele ficou morrendo de raiva quando teve que tomar altas injeções por conta de um cachorrinho ele me disse assim no dia.
-Um llasa de uma madame me mordeu hoje naquele serviço maldito, fiquei curioso sai ver na net esse tal llasa.
-Esse cachorrinho ali atrás dormindo não é o llasa, da veterinária.
-Sim filho vou levar ele depois destes tiros.
Fiquei intrigado, pois meu pai dissera que tinha saído da veterinária.
Chegamos pai, quero dar esse tal de tiro logo, e ir embora.
-Calma filhinho, hoje vamos conversar.
E começou a contar ele me influenciava que era o Robson, sim meu amigo Robson que me deixava com aquele semblante de derrotado.
-Ele tem tudo, e você Nada! E tem aquele Zecão que ri da sua cara!
-Você tem que dar um basta nesta situação filho! Não criei filho pra ser um covarde.
-Eu não sou covarde...
E saia o Bingo correndo naquele descampado, feliz da vida.
-Tome atire! Naquela lata lá na frente.
Peguei o revolver e engatilhei com destreza de exaustivos treinamentos, era longe, atirei acertei, estava com uma luva nas mãos, meu pai sempre me instruía usar luva, mesmo assim suava minhas mãos, o baque me jogava um pouquinho pra traz.
Olhava para meu pai, ele estava tirando as duas gaiolas de dentro do carro, a sedação estava passando e ele estava soltando os cachorrinhos, um era o llasa que virá na net e o outro um inofensivo pinscher...
Entendi, meu pai queria soltar os cachorrinhos ali.
-Pai o que você quer fazer com esses cachorrinhos?
-Hoje seu tirou ao alvo será diferente, dizia meu pai com uma tranquilidade assustadora.
-Como assim?
-Simples esses dois pulguentos, dizia chutando os coitadinhos, me morderam, lembra? Até tive que ficar internado, por causa deste aqui, o cachorrinho esboçava uma reação runhava para o meu pai, estava melhorando voltando a lucidez.
-Vamos atire!
-Eu atirar nestes cachorrinhos? Eles tem dono, que que é isso pai!
-Não tem mais eu sequestrei eles...
Lembrei da história que ouvia na radio de um cachorrinho de criança que tinha sumido, a cidade inteira se mobilizava pois uma criança a dona do pequeno animalzinho tinha ficado doente, era comoção total na cidade, todos corriam atrás do cachorrinho. O outro provavelmente teve o mesmo fim, sequestrado, roubado, pelo meu pai.
-Vamos atire!
-Na hora que estiver na frente do Zecão, sim na frente dele você terá de atirar.
Bingo veio próximo das minhas pernas deu um grunhido de medo...
-Atire seu covarde! Atire!
Eu não tinha coragem era um cachorrinho, e estava cambaleando.
Meu pai tomou o revolver da minha mão e disse.
-Atire nele, assim!
E atirou
Eu disse: -Não!
E o cachorrinho caia tombado no chão, meu pai o matará.
-Uma coisa é latinhas, filho, outra coisa é um ser vivo!
Digo-te que o Zecão quando te surrou te humilhou, se tivesse com uma arma, sim ele atiraria em você, no dia você tem que atirar, já conversamos sobre isto, tudo esta acertado, você trará seu amiguinho aqui, e incriminaremo-lo. Como combinamos, mas é importante você sentir o cheirinho de sangue, sinta! Sentia o sofrimento daquele cachorrinho que esperneava até morrer... Não queria aquilo pra mim, só queria me vingar daquele Zecão, matar? Acho que não teria coragem. Meu pai me olhava parecia adivinhar meus pensamentos.
-Na hora que você estiver com a arma mão, você é quem decide pela vida e a morte e poderá matar se quiser é com você.
E dizia com bastante tranquilidade,
-Eu imaginara que se acovardaria na primeira tentativa, por isso trouxe esse pinscher que correra longe cambaleando, querendo fugir, e o Bingo, grunhira nas minhas pernas pedindo proteção.
-Agora seja homem, atira, deu de volta a arma nas minhas mãos.
Eu olhei para o cachorrinho já estava longe mirei e atirei.
Acertei uma lata que estava longe mostrando que tinha uma mira exemplar.
-Da isto aqui, pegou a arma de forma abrupta das minhas mãos e atirou no inofensivo cachorrinho estava longe teve que dar dois tiros.
E o bingo saiu correndo cheirar o coitadinho que esperneava até morrer.
O meu pai olhou para o cachorrinho nosso vira latinha eu percebi o que iria acontecer, peguei nos braços do meu pai, era tarde demais Gritei.
-Não pai o Bingo, não!
Meu pai num ato de fúria atirou no nosso vira latinha...
-Chorei, sim chorei não deveria, por conta disto sofri as consequências...
Os três cachorrinhos sucumbidos naquele descampado de eucalipto.
Meu pai quieto calado, retirou todas as bala da arma, limpava, e eu fui olhar o meu cachorrinho, meu pai silenciosamente ia dentro do carro tirou sacos pretos e uma pá.
Eu dizia: -Binguinho, meu bingo Não!
Meu pai atacou os sacos no chão, e colocou a pá de um modo que ela ficou ereta na terra.
Tá vendo aquele lugar ali?
Vi era um local meio limpo comecei a pensar? Será que ele quer que eu cave ali pra enterrar os cachorrinhos?
Então, dizia meu pai:
-Esta reprovado!
-Não passou na prova, espero que não amarele amanha, a recuperação é essa, cave! Cave um metro, bem fundo e rápido!
Comecei a cavar, o suor misturado com minhas lagrimas demonstrava meu esforço, meu pai esperava dentro do corcel preto bebendo sempre bebia e olhava pra mim.
E eu cavava, não tinha as mãos boas para o trabalho, mas cavei.
No momento de enrolar os cachorrinhos um em cada saco, passava as mãos no bingo, começava a lembrar de tudo que vivi com meu vira latinha...
Meu pai me observava. E disse:
-Pra sobreviver nesta vida até mesmo os amigos tem que morrer, a lei do mais fraco morre o forte prevalece.
Olhei para ele com um olhar de reprovação.
-Vai aprender com a vida, a lei do mais forte, do mais esperto.
E começava a enterrar os coitadinhos naquela terra fofa.
-Agora arrume as latas.
Fui lá e arrumei deixei tudo preparado amanha levaria meu amigo lá.
E fiquei feliz, pois apesar da situação que tinha vivido iria embora daquele local de carro.
Meu pai retirou do porta luvas uma garrafinha de água e me deu e disse:
-Olha só como eu sou bonzinho!
Tomei a água, estava exausto, entrei no carro e quando chegamos na cidade meu pai falou:
-Desliga o carro.
Desliguei
Ele tomou o banco do motorista. E disse:
-Agora desce!
-Desce?
-Sim desce vai chegar na casa a pé pra pensar, pense amanha é um dia importante e tudo tem que dar certo, aquela falha que você cometeu de não atirar não pode ocorrer! Vai caminhando a pé e pense bem em tudo na surra no seu amiguinho, e chegue logo quero a janta na hora certa na mesa!
-Mas são quase um quilometro andando pai?
-Vai andando, dizia. Eu já fora do carro, e arrancava o carro,
-Eu vou tomar alguma coisa antes de chegar a casa, e rápido, não criei filho pra ser um pasmado.
E fui caminhei, exausto cheguei a casa, no caminho odiava, sim odiava o Zecão. E o Robson? Até pensei em ligar pedir carona, mas pensei: Não! o dele tava guardado. E pensava no dia de amanha neste dia iria mostrar para o meu pai que era homem, sim era um homem...

#Confesso que esse capítulo foi bem exaustivo de escrever, os eventos do capitulo 5 estão entrelaçados aqui, faltam poucos capítulos para finalizar a história, muita emoção aguarda nesta reta final, click nas estrelinhas que entendo que você amado leitor leu e comentem quero saber o que estão pensando sobre esta história. Este capítulo explica a motivação do Nilmar ao incriminar o Robson, E esse pai do Nilmar? Será que não existe um pai assim por aí? muitos pais não são extremos como ele mas tem sim resquício dele sim, vigiamos e cuidamos de como lidamos com as pessoas. a gente tem que liberar perdão. O ódio, enraizou nele e deixou-lo com esta, esse capítulo é uma síntese do seu caráter.
Flash back  
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