20.2.26

De Telêmaco a Curitiba: Nossos Dias em Família na Capital

🌲 De Telêmaco a Curitiba: Nossos Dias em Família na Capital

Recentemente, vivemos dias muito especiais em Curitiba. Estávamos em quatro: eu, minha esposa Thiphany, minha filha Thauany e minha sobrinha Rebeca. Saímos de Telêmaco Borba no ônibus das 06:30 e, por volta das 12:00, já estávamos na capital paranaense.

Confira como ficou nosso roteiro atualizado:

🌸 Dia 1: Chegada e Primeiros Cartões-Postais

Após o desembarque, fomos almoçar na casa da minha irmã, Isabella. O dia estava tipicamente curitibano (um pouco chuvoso), mas isso não nos impediu de passear:

  • Tarde: Visitamos o icônico Jardim Botânico, o cartão-postal número um da cidade.

  • Noite: Fomos conhecer a Praça do Japão, que tem uma iluminação e uma paz únicas durante a noite.

⛪ Dia 2 (Domingo): Fé e Comunhão no Batel

O domingo foi reservado para um momento muito especial na PIB (Primeira Igreja Batista), localizada no bairro Batel. Participamos do culto das 11h às 14h, um tempo precioso de renovação espiritual em família.

🚌 Dia 3 (Segunda): O Famoso Tour de Ônibus

Na segunda-feira, decidimos ser turistas de carteirinha e pegamos a Linha Turismo. O trajeto completo tem 26 paradas, e nós selecionamos pontos incríveis para descer:

  • Rua 24 Horas: Arquitetura clássica e funcional.

  • Bosque Alemão: Um passeio lúdico e muito bonito.

  • Parque Tanguá: Com sua vista espetacular da pedreira.

  • Parque Barigui: O "quintal" dos curitibanos.

Finalizamos o dia batendo perna pelo Centro de Curitiba entre 16h e 19h. Para fechar a experiência com chave de ouro, voltamos para casa de biarticulado, vivenciando o dia a dia do transporte público da capital.

🏠 Dia 4: A Despedida

Chegou a hora de voltar para casa. Pegamos o ônibus das 09:00 em Curitiba e, às 14:00, chegamos em Telêmaco Borba, gratos por cada momento vivido.


Reflexão da Viagem: Viajar em família fortalece os laços. Curitiba, com seus parques e sua fé, nos proporcionou memórias que guardaremos com muito carinho.


9.2.26

Um encontro estranho

 Os sábados em Telêmaco Borba costumam seguir uma liturgia de paz. Eu e minha esposa saímos cedo para enfrentar o asfalto, tentando convencer os músculos de que o fim de semana não é só descanso. Já encontramos de tudo: desde o gato Félix, um herdeiro das ruas, até um aposentado caprichoso que tratava as pedrinhas da fachada como joias lapidadas. Mas nada nos preparou para o "fator Ian".

Eram sete da manhã. O sol ainda bocejava quando paramos em uma dessas pracinhas de idosos. Eu me dedicava ao exercício hercúleo de me alongar; ela, sentada no banco, buscava o consolo espiritual no livro Corra com os Cavalos. Foi quando o silêncio da manhã foi quebrado por um jovem de preto, ostentando um cabelo amarelo de um tom que a natureza certamente não autorizaria, dentes impecáveis e uma magreza de quem corre mais que os cavalos do livro.

Apresentou-se como Ian. Vinha de Curitiba, era garçom no Tibor e estava saindo do expediente, mas trazia consigo o fôlego de um maratonista da dialética. Disse ser estudante de biomedicina — detalhe que, mais tarde, o "FBI doméstico" via Instagram (@ian_brotto) confirmaria ser a mais pura verdade. Ian era um ateu convicto, cético de carteirinha e dono de um discurso labiríntico que não dava brecha para o meu evangelismo matinal.

No meio daquela conversa interminável, tentei decifrar sua idade. — Você tem o quê? Uns 37? — arrisquei. — Tenho 24 — respondeu ele, seco. — E eu? Quantos me dá? — Uns 31 — chutou, talvez por gentileza ou delírio de sono. — Quarenta e três — retruquei, sentindo o peso da minha própria certidão de nascimento.

Para encerrar o monólogo, minha esposa precisou de uma precisão cirúrgica. Quando ele ameaçou nos acompanhar até o Jardim União, ela traçou o meridiano: "Eu vou para cá, e você vai para lá". E assim, cada um seguiu com seus deuses — ou a ausência deles.

O problema é que o encontro ficou martelando na minha cabeça. O dia passou, o almoço se foi, e às três da tarde, enquanto eu me preparava para levar a família ao cinema, a semelhança me atingiu como um raio. Ian era o retrato cuspido e escarrado do meu irmão.

Não resisti à inconveniência. Peguei o celular e liguei para o Ari. — Ari! Você não faz ideia. Encontrei um rapaz hoje cedo que é a sua cara! É o seu gêmeo perdido!

Eu esperava uma risada, talvez uma curiosidade fraternal. Mas Ari, que provavelmente não teve a manhã invadida por um estudante de biomedicina de cabelo amarelo, não apreciou a comparação. O silêncio do outro lado da linha durou o tempo exato de um julgamento.

Click.

Ele desligou na minha cara. Fui para o cinema com a família, mas com a estranha sensação de que, naquele sábado, quem realmente precisava de um "corra com os cavalos" era o meu irmão, para fugir das minhas ligações aleatórias.



4.2.26

O Banquete da Graça e a Sabedoria do Bolso

  

1. A Raiz da Saciedade (Isaías 55:2)

"Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer?"

Muitas vezes, nossas dívidas nascem de uma tentativa de preencher vazios da alma com coisas materiais. Gastamos o que não temos para impressionar quem não conhecemos ou para anestesiar dores que só Deus cura. O primeiro passo para a liberdade financeira é entender que o consumo não substitui o propósito.

2. A Direção do Caminho (Provérbios 3:9 e Lucas 3:14)

"Honra ao Senhor com os teus bens... e contentai-vos com o vosso soldo."

A organização financeira começa com a prioridade (colocar Deus no início) e o contentamento (viver dentro do que se ganha). João Batista aconselhou os soldados a não extorquirem e a estarem satisfeitos com seus salários. A paz financeira não vem de ganhar mais, mas de gastar com integridade e gratidão.

3. O Perigo da Servidão (Provérbios 22:7)

"O rico domina sobre os pobres e o que toma emprestado é servo do que empresta."

A Bíblia é realista: a dívida é uma forma de escravidão moderna. Ela limita suas escolhas, seu tempo e sua energia. Reconhecer que a dívida é um "senhor" cruel ajuda a despertar o desejo urgente de quitá-la para voltar a servir apenas a Deus.

4. A Única Dívida Permitida (Romanos 13:8)

"A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros."

Imagine um mundo onde sua única "fatura" pendente fosse o amor ao próximo. Esse é o padrão do Reino. Enquanto houver boletos atrasados, o foco está no passado. Quando nos livramos deles, nosso foco se volta para o futuro e para as pessoas.

5. O Remédio: Trabalho e Diligência (Provérbios 11:15)

"Decerto sofrerá severamente aquele que fica por fiador do estranho... mas o que evita o penhor estará seguro."

A Bíblia nos alerta contra decisões financeiras impulsivas ou de "alto risco" por terceiros. A segurança financeira é construída com pés no chão, dizendo "não" a garantias perigosas e "sim" à responsabilidade pessoal.


Uma Oração para hoje

"Pai, confesso que a angústia das contas tem pesado sobre mim. Peço perdão se tentei preencher meu coração com coisas que o dinheiro compra. Dá-me sabedoria para administrar o que tenho, disciplina para cortar o supérfluo e graça para quitar o que devo. Que minha vida financeira seja um testemunho da Tua provisão e não um motivo de vergonha. Amém."


1.2.26

Segurança Alimentar: A Geopolítica por Trás do Prato de Comida

 Se o petróleo é o sangue da economia, o alimento é a base da paz social. Historicamente, impérios caíram quando o pão faltou. No século XXI, a Segurança Alimentar tornou-se uma questão de alta estratégia militar e diplomática, onde grãos e fertilizantes são usados como moedas de troca e armas de pressão.

1. O Celeiro do Mundo sob Fogo

A guerra na Ucrânia revelou a fragilidade do sistema alimentar global. Como dois dos maiores exportadores de trigo e milho do mundo (Rússia e Ucrânia) entraram em conflito, o preço dos alimentos disparou globalmente.

  • O Corredor de Grãos: As negociações para permitir a saída de navios pelo Mar Negro mostraram que o controle do fluxo de comida é uma das formas mais eficazes de diplomacia (ou chantagem) atual.

2. A Diplomacia dos Fertilizantes: O Trunfo Russo e Brasileiro

Não se planta sem fertilizantes. A Rússia é o maior exportador mundial de adubos nitrogenados, e o Brasil, como superpotência agrícola, depende criticamente dessas importações.

  • Dependência Estratégica: A necessidade de garantir fertilizantes molda a política externa de países agrícolas, forçando-os a manter um equilíbrio delicado entre o Ocidente e Moscou.

3. O Fator China: Estocagem em Massa

A China, com 1,4 bilhão de pessoas, adotou uma política agressiva de segurança alimentar. O país tem estocado mais de 50% das reservas mundiais de trigo e milho, preparando-se para possíveis interrupções em cadeias de suprimentos ou sanções futuras.

  • Aquisição de Terras: Empresas chinesas estão comprando milhões de hectares de terras agricultáveis na África, América Latina e até nos EUA para garantir o suprimento direto.

4. Mudanças Climáticas e a "Inflação da Comida"

Eventos climáticos extremos — secas prolongadas na Argentina ou inundações na China — não são apenas desastres ambientais; são choques geopolíticos. A escassez de alimentos gera migrações em massa e revoltas populares (como vimos na Primavera Árabe).

"Nenhum governo sobrevive à fome do seu povo. A segurança alimentar é, em última instância, a segurança do Estado."


Insights para o Blog do Waldryano

  • O Papel do Brasil: O Brasil não é apenas um fazendeiro global; ele é um garantidor da estabilidade política mundial através da produção de alimentos.

  • Tendência: O crescimento das "Vertical Farms" e carnes cultivadas em laboratório como tentativa de países ricos de reduzirem a dependência de importações agrícolas.


De Telêmaco a Curitiba: Nossos Dias em Família na Capital

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