Na procura diária por um fato que iniciasse minha crônica sobre o envelhecimento, deparei-me com uma moeda. Sim, uma simples moeda. Estava saindo do estacionamento onde deixei minha moto quando vi um colega de trabalho, já próximo da aposentadoria. Cumprimentei-o e, logo após, voltei a atravessar a rua. Na beirada do meio-fio, algo brilhou. Era uma pequena moeda de dez centavos. Peguei-a e percebi que era do ano de 2017. Aquela pequena moeda já estava há nove anos entre nós.
Pensei: “É sorte. Preciso jogar na Mega-Sena.”
Comentei com o colega que havia visto, em um vídeo, um lugar em Foz do Iguaçu onde as pessoas, mesmo sem poder, jogam moedas desejando sorte.
Ainda preciso amarrar a essa crônica “A Terceira Margem do Rio”,um conto que li esses dias de Guimarães Rosa, fica pra próxima sobre as minhas crônica já se encontra em seu oitavo evento narrativo.
Sobre envelhecer, percebo que ganhamos valor conforme trocamos nossas horas por trabalho. Quando adentramos este mundo, nossa mãe, de algum modo, paga para que possamos nascer. Há toda uma rede de profissionais que nos recebe na chegada. Eu, em específico, sou fiscal sanitário e realizo fiscalizações em funerárias da cidade onde vivo. Então, até para morrer, existe uma rede de pessoas encarregadas de cuidar do último momento.
Agora, sentado diante do computador, digitando no software FocusWriter, penso que daqui a pouco revisarei este texto no ChatGPT e o deixarei para a posteridade: primeiro no Recanto das Letras, depois na Amazon KDP e também no blog.
Será que algum dia terei alguma remuneração por este escrito filosófico sobre o envelhecimento?

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