Desde pequeno, aprendi que as coisas precisam ser trocadas. Um Super Nintendo podia se tornar um PlayStation, e um PlayStation podia ser trocado por um Nintendo 64. Cresci vendo a internet discada surgir e, depois, a era dos smartphones — desde o “tijolão” da Motorola até os iPhones que nunca tive, só conheço de ouvir falar.
E nós, seres humanos?
Vejo tanta guerra, tanta política e tanta poluição. Os seres humanos nascem, crescem, se desenvolvem e morrem. Hoje faço jus a uma crônica filosófica, como se configura este texto.
Isso sempre me intrigou: como seria o céu? Cheio de gente que já morreu? Para onde foram os que partiram? Viraram apenas adubo? E o inferno — seria um lugar infinito para pecadores e pessoas consideradas erradas?
Voltando aos vivos… não vejo tanta preocupação com a juventude quanto vejo com petróleo, indústria bélica e outros interesses. Mas há exceções fora do padrão: o empresário norte-americano Bryan Johnson, de 47 anos, que chegou a ter um filho e utilizar transfusões de plasma dele na tentativa de reverter o desgaste dos órgãos e manter-se jovem.
Indo além, nas redes sociais… ontem ouvi falar de um perfil de uma pessoa que morreu de COVID e ainda está ativo no Facebook. Fui lá ver uma live que ele fez antes de morrer. Isso causa um certo impacto.
A morte é iminente para todos, embora pese mais no pensamento dos descrentes. Mas quem voltou para contar o que existe do outro lado? Tirando Jesus Cristo, ninguém.
Outro aspecto do envelhecimento é a reflexão: nós, seres humanos, não deveríamos melhorar as condições para nossos herdeiros viverem melhor neste mundo? Particularmente, não venho de uma família rica e não herdei nada. Essa cultura de preservar bens para repassar aos filhos parece, muitas vezes, coisa de filme — distante da realidade.
Tal como objetos que se tornam obsoletos, também seremos reciclados. Voltaremos ao pó. E, como diz o velho ditado: caixão não tem gaveta.

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